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10/08/2011 - Monitor Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mercado segurador pesquisa comportamento do consumidor

Brasileiro está menos propenso a fraudar. As fraudes em seguros no país caíram de 41% para 24% entre 2004 e 2011.

"A sociedade está menos propensa a fraudar". A afirmação, do gerente de Proteção ao Seguro da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Leonardo Girão, serve também como conclusão para a pesquisa sobre fraudes em seguros, apresentada pela entidade.

De acordo com o estudo, as fraudes em seguros no Brasil caíram de 41% para 24% entre 2004 e este ano e homens da faixa entre 18 e 24 anos, que possuem Ensino Médio e que ganham de 2 a 10 salários mínimos são os maiores fraudadores de seguros do país.

"Fraude é um termo muito abrangente e, para o seguro, é sempre um ato intencional, que busca a indenização de maneira indevida", definiu Girão, ao abrir o encontro que contou com a presença de dirigentes de instituições e profissionais do mercado segurador.

A pesquisa demonstrou melhora em todos os índices: o dos que garantem que jamais fraudariam o seguro subiu de forma expressiva, de 55% (em 2004) para 73% neste ano, enquanto o percentual dos entrevistados que considerava "fácil" fraudar o seguro diminuiu em 12 pontos, indo de 37% para 24% neste espaço de tempo. "A notícia é absolutamente favorável, promissora. A fraude tem que diminuir", comenta o superintendente-geral da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg, Julio Avelar.

Causas

"A fraude tem impactos negativos econômico no mercado de seguros, causa menor desenvolvimento. Os preços aumentam, as transações diminuem", disse o economista da Funenseg, Lauro Vieira de Faria. Ele ainda comparou o perfil do fraudador brasileiro com o do britânico, e chegou a conclusão que "não se diferem tanto" - a faixa etária também está entre 18 e 34 anos. Ainda de acordo com Lauro Vieira, "a economia brasileira está positiva e, com isso, a propensão é de redução de fraudes".

"O aquecimento da economia brasileira teve impacto positivo na diminuição da fraude, afinal, na hora em que se está ganhando bem, não é preciso fraudar", afirmou o advogado Antônio Penteado Mendonça, reiterando a opinião do economista.

O diretor da Serasa/Experian, Alexandre Gazzani, lembrou que a ascensão da classe C e a descentralização dos seguros (que a partir de 2008, iniciaram uma fase de maior penetração em outras regiões do Brasil, com grande crescimento na Centro-Oeste), também contribuíram para a diminuição das fraudes.

Classes sociais

Apesar da fraude estar presente em todas as esferas sociais, Avelar chamou atenção para o fato a faixa da população que ganha até dois salários mínimos é a menos propensa a fraudar - o percentual caiu de 38% para 18% nestes sete anos. Esse fato também foi comentado pelo Coronel Ubiratan Angelo, coordenador de Segurança Humano do Viva Rio, que classificou o ato de fraudar/enganar como "uma característica do ser humano". No entanto, de acordo com ele, "as pessoas não fraudam para sobreviver, e sim para melhorar sua renda" - o que, de certa forma, foi comprovado pelo estudo.

Na opinião dos que participaram da pesquisa, as pessoas com menor poder aquisitivo têm a dignidade como seu maior patrimônio, e são mais temerosas quanto a punição. Elas só se arriscariam em caso de extremo desespero. Tal perfil foi confirmado pela pesquisa quantitativa.

Precificação

O advogado Penteado Mendonça ainda acredita que há fraudes em que "é melhor precificar que combater", o que foi endossado pelo superintendente do Instituto São Paulo Contra a Violência, José Roberto Bellintani. "O brasileiro ainda age em função do que afeta seu bolso", comentou. "Se todos ajudassem a reduzir as fraudes, o custo do seguro seria muito mais acessível".

De acordo com a pesquisa, 61% dos entrevistados afirmaram que todos os clientes são prejudicados pelas fraudes em seguros; 20% acreditam que a seguradora é a maior prejudicada e apenas para 14%, ambos são prejudicados, sociedade e seguradora. Já 1% acha que ninguém sai prejudicado.

O estudo prossegue com 43% dos entrevistados afirmando que os prejuízos são repassados integralmente aos clientes, por meio do aumento dos preços, percentual pouco menor que os 39% que acha que os custos são absorvidos em parte pelas seguradoras, e repassados, em parte aos clientes, pelo aumento de preços. Apenas 6% acha que o prejuízo é totalmente absorvido pelas seguradoras. "É necessário fazer doer no bolso, aumentar o preço e repassar. A hora em que a população se conscientizará que quem paga a conta é ela, as coisas vão melhorar", disse o advogado.

Denúncia

Para Penteado Mendonça, também se faz necessário melhorar a qualidade do funcionário de dentro das seguradoras, muitas vezes responsáveis pelas fraudes. "A fraude está do lado de dentro também, às vezes nos níveis mais altos da empresa", garantiu. "Se as seguradoras não melhoraram, eles (os fraudadores) se sentirão impunes".

O coordenador do Disque-Denúncia, Zeca Borges, afirmou que as campanhas são muito necessárias para a redução das fraudes. Ele exemplificou usando o Disque-Denúncia: "em todos os lugares em que lançamos campanha contra o crime, o primeiro efeito foi uma redução imediata. As campanhas são muito efetivas".

Declarando não ser um especialistas em seguros, Zeca Borges deu a idéia de criar "um banco de dados integrado para controlar e classificar os segurados", e frisou a importância de denunciar. "As pessoas precisam aprender a denunciar, e as mídias sociais se tornaram fundamentais nesse trabalho todo", completou.

Penteado Mendonça afirmou que há "particularidades" na fraude brasileira: "todo brasileiro podendo comprar o guarda, compra ou suborna a auto-escola. E por aí vai. É um fenômeno cultural", disse, durante o encontro.

Já o vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica, Renato Russo, o problema são as "fraudes pequenas", como deixar o carro em situação de risco, emprestar a carteirinha do plano de saúde, entre outros "delitos". "Precisamos mostrar que o custo é pesado, e que quem paga o preço é a sociedade", disse.

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