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02/09/2007 - Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crise na Renascer faz fiéis migrarem para igrejas menores

Por: Gabriel Batista


ÃO PAULO - A prisão de Estevam e Sonia Hernandes nos Estados Unidos, líderes da Igreja Renascer, está provocando uma migração de fiéis para igrejas evangélicas menores. Decepcionados com as denúncias de estelionato e lavagem de dinheiro contra os bispos, eles buscam ajuda espiritual em outras casas de oração. O movimento é visível nos templos, já que há cada vez mais bancos vazios durante os cultos. A igreja nega o esvaziamento e diz que mantém 600 templos no Brasil. No passado, entretanto, a igreja chegou a ter cerca de 1.200 no Brasil e no exterior. Mesmo cumprindo prisão domiciliar nos EUA, a bispa Sonia continua pedindo doações nos cultos através de um telão.

O empresário Amaro Cezar Florêncio Pinto, de 42 anos, foi um dos que deixou a igreja. Em 11 anos de Renascer, ele chegou a desembolsar dízimos mensais de até R$ 5 mil.

- A Renascer é uma empresa com metas - justifica.

Um dos pastores da Renascer pediu afastamento por email.

O também empresário Amaro Pinto saiu da Renascer em 2004. Ele freqüentava o templo do Jabaquara, na zona sul, e conta que cansou dos desafios com metas de arrecadação.

- Tinha fiel que dava o dinheiro da passagem do ônibus e voltava a pé para casa. Enquanto isso, os bispos e pastores saíam do estacionamento em carros importados - denuncia o empresário. Hoje, Florêncio integra uma igreja com cerca de 250 fiéis. Acredita que, no novo ambiente, a palavra de Deus é levada a sério.

O contra baixista Igor Cavalcante, 29 anos, é outro dissidente da Renascer. Ele abandonou a filial de Diadema, no ABC, no final do ano passado, porque, segundo ele, o dinheiro arrecadado não era aplicado na estrutura da igreja.

- Tínhamos de fazer vaquinha para consertar equipamentos musicais e até para comprar o lanche do bispo. Não é Deus que está enchendo o bolso, é só uma família - disse.

Hoje, Cavalcante se considera um evangélico não-praticante.

- Se voltar para uma igreja, não serei mais voluntário- diz.

Ele considera branda a condenação aplicada ao apóstolo Estevam e à bispa Sônia pela Justiça americana.

- Deviam pegar pelo menos 30 anos de cadeia.

O professor Paulo Romeiro, da pós-graduação em Ciências da Religião da Universidade Mackenzie, confirma que há uma evasão na Renascer depois das acusações contra os fundadores.

- Muita gente montou grupos de oração e estudos bíblicos - diz Romeiro.

- Basta assistir à Rede Gospel (canal da Renascer na TV paga) para observar que os bancos das igrejas estão vazios - completa Leonildo Campos, professor da Universidade Metodista de São Paulo.

A solução encontrada pela analista de crédito Iara Caetano, de 34 anos, foi participar aos sábados de um grupo de oração com 20 pessoas. Quando se sente mal, ela liga para o orador e reza pelo telefone, ajoelhada.

- E ele não pede um centavo.

Segundo a Renascer, neste momento, a igreja vive um crescimento muito grande e fiéis que estavam em 'dúvida, dada a grande enxurrada de notícias sobre os fundadores, estão voltando. Um dos indicadores desse retorno seria a Marcha para Jesus, que tema Renascer como uma das organizadoras, que esta ano reuniu mais gente do que em 2006.

Os fundadores da Renascer, Sônia e Estevam Hernandes, cumprem pena de 140 dias, em regime fechado, e cinco meses de prisão domiciliar por entrarem nos Estados Unidos com US$ 56 mil não declarados à alfândega americana. No Brasil, o casal é acusado de estelionato e lavagem de dinheiro.

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