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02/09/2007 - Diário de Natal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

70% dos veículos roubados no RN são motocicletas

Por: David Freire


De cada dez veículos roubados no Rio Grande do Norte, sete são motocicletas e os demais são carros. A informação é do titular da Delegacia Especializada em Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov), José Clayton Pinho.

Segundo ele, o fator que contribui para o fato das motocicletas serem tão visadas pelos assaltantes é que ‘‘moto é transporte que se vende com mais facilidade. Clayton informou que a faixa de preço de uma moto roubada varia entre R$ 500 e R$ 1.000.

O delegado atribui a falta de fiscalização e a conivência no interior do Estado para que o mercado do roubo de motos seja bastante dinâmico. ‘‘Fica complicado porque muitas vezes a compra e venda delas (motos) são feitas em feiras ou até mesmo no meio da rua’’, comentou.

Com relação ao roubo de carros, Clayton disse que a maior incidência de roubos ocorre na região de Natal e Grande Natal. ‘‘Os modelos preferidos pelos ladrões são o Gol, o Fiat Uno e o Santana pelo fato de serem carros populares’’, informou.

O argumento dele para isso é que esses modelos são carros populares cujas peças depois de desmanchadas são vendidas com mais facilidade. ‘‘Há grande aceitação do mercado paralelo dessas peças e veículos’’, afirmou.

De acordo com Clayton Pinho, Lagoa Nova, Lagoa Seca, Candelária e Ponta Negra encabeçam as estatísticas dos bairros da cidade onde ocorrem mais roubos de veículos. ‘‘São bairro com maior movimentação de veículos e os bandidos agem, principalmente, na chegada ou saída da vítima seja em casa ou no trabalho’’, explicou.

Ele informou que a maioria dos roubos ocorre à noite e que há aumento de roubos em períodos festivos como o são João e durante shows. ‘‘É comum recebermos notificações de pessoas que tiveram seus carros furtados em casas de shows ou festas na rua’’, comentou.

No tocante às caminhonetes, Clayton disse que ano passado houve um pico no roubo desses veículos, mas que as últimas prisões realizadas pela polícia resultaram numa sensível diminuição dos roubos. ‘‘O período de junho e julho de 200 foi o pico do roubo de caminhonetes, que eram roubadas por ‘encomenda’ e vendidas em outros estados da região Nordeste’’, lembra. ‘‘Claro que não acabaram os casos de veículos roubados, mas estamos combatendo isso’’, frisou o delegado.

Segundo o delegado, o esquema da ‘‘encomenda’’ funcionava da seguinte forma: Os bandidos checavam o modelo de veículo desejado pelo cliente e tratavam de criar um ‘‘dublê’’, ou seja, carro com toda documentação pronta sendo que ‘‘fria’’. ‘‘Em média, eles vendiam carros que custam mais de R$ 60 mil por valores de até R$ 15 mil’’, disse. ‘‘Essa é a maneira dos marginais reverter o trabalho do roubo em dinheiro’’, comentou.

Clayton Pinho destacou que mesmo com um número alto de veículos roubados, o índice de recuperação também é alto. ‘‘Proporcionalmente, o RN está no mesmo patamar de estados como Ceará e Pernambuco’’, informou. Atualmente, existem cerca de 400 carros e 400 motocicletas no pátio da Deprov arrolados a inquéritos policias por terem sido adulterados. ‘‘Há possibilidade de devolução do veículo após o inquérito’’, frisou.

Golpe

Ele lamentou o fato de ainda não existir uma legislação que trate do leilão dos veículos retiros no pátio da Deprov. ‘‘Está sendo feito um estudo para isso’’, disse o delegado. Clayton destacou o apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em ações para coibir o roubo de veículos e desmantelar quadrilhas especializadas.

O delegado informou que a Deprov junto com o Detran estudam a criação de uma Lei Estadual para trabalhar a fiscalização das sucatas existentes na cidade. ‘‘Isso ainda não existe e é muito importante que seja feito para que o trabalho seja intensificado’’, declarou. O delegado Clayton Pinho denunciou que 30% das queixas registradas na Deprov são tentativas de golpe contra a seguradora ou então pessoas que vendem o carro sem receber o dinheiro da venda. ‘‘Isso configura crime de estelionato’’, alertou o delegado. Ele informou que há pessoas respondendo inquérito policial por esse tipo de prática ilicita. ‘‘Houve três procedimentos em maio onde foi detectado a notificação falsa de roubo de veículo e a autuação por crime de estelionato’’, disse.

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