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17/08/2011 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatário ‘limpa’ conta de mulher

Por: Mariana Cerigatto

Aposentada conta que foi abordada por rapaz que ofereceu ajuda e portava crachá do banco; ele trocou o cartão e fez saques.

Uma mulher de 67 anos foi vítima de uma forma de estelionato que visa a troca de cartões bancários. Um crime não muito comum, porém já antigo, que exige atenção das vítimas. No último dia 9, Zulmira de Paula Frederico foi vítima desse golpe.

Segundo o que descreveu para sua filha, Leda Rafaela de Paula Frederico, de 47 anos, a aposentada procurou uma agência do Banco do Brasil próxima ao Bauru Shopping para sacar dinheiro e foi abordada por um rapaz. Ele disse que era funcionário do banco e lhe ofereceu ajuda. Preparado para efetuar o crime, ele portava até um crachá da agência, conforme observou a vítima.

Contudo, o falso funcionário na verdade era um golpista, que trocou o cartão bancário da mulher sem que ela percebesse. Em poucos minutos, a conta bancária, que estava no nome do esposo da vítima, foi “limpa” pelo desconhecido.

O fato ocorreu por volta das 9h, no interior da agência, na área de autoatendimento do banco. “Ela (a aposentada) conta que um rapaz, que portava crachá do próprio banco, se aproximou dizendo que era funcionário e estava ali para ajudar. Nesse instante, ele ajudou minha mãe a fazer o saque e aproveitou para trocar os cartões”, alega Leda.

“Foi tudo muito rápido e ela só percebeu que havia trocado o cartão no dia seguinte. Ele deve ter aplicado o mesmo golpe com outras pessoas que também estavam recebendo ajuda naquele momento”, observa.

Em poucos minutos, por volta das 9h07, o homem já havia sacado cerca de R$ 790,00 além do limite da conta da vítima. Usou também serviços de transferência de valores. De Ribeirão Preto, na manhã do dia seguinte, o estelionatário fez mais um saque de R$ 2 mil. Ao todo, mãe e filha calculam cerca R$ 7 mil de prejuízo.

A aposentada percebeu que havia sido vítima de assalto somente no dia seguinte, quando tentou efetuar outro pagamento, mas percebeu que seu cartão havia sido trocado. Em seguida, registrou boletim de ocorrência (BO) e fez o bloqueio da conta e do cartão.

Apuração

Após o ocorrido, Zulmira e a filha buscaram auxílio do banco, mas segundo elas, foram informadas de que o estabelecimento não se responsabilizaria pelo estorno nesse tipo de situação.

“O banco nos disse que não se responsabiliza pelo manuseio do cartão dos clientes, sendo que o fato ocorreu dentro do autoatendimento, área interna do estabelecimento”, expõe Leda.

“Primeiramente, entrei em contato pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) e me informaram que era para ficar tranquila, que haveria estorno. Porém, depois, em contato com outro funcionário, as informações mudaram e alegaram que ao banco não se responsabilizaria. Mas eu entendo que é obrigação do banco cuidar de seus clientes e se responsabilizar pelos acontecimentos dentro de sua área de atuação”, afirmou.

Em contato com a reportagem do JC, a assessoria do Banco do Brasil informou que, em casos de fraude, o banco desencadeia um processo para a apuração dos fatos.

“Informamos que o Banco do Brasil disponibiliza funcionários nas salas de autoatendimento para orientação aos clientes durante o horário de atendimento. Em casos de fraude, o banco inicia processo individual para apuração e análise dos fatos. Na presente situação, informamos que o gerente da agência de relacionamento entrou em contato com a cliente (...), esclarecendo sobre o andamento do caso. Em decorrência do contato, o sr. Clodoaldo Marangon comparecerá à agência para dar andamento ao processo”, diz o banco em nota oficial.

Leda, filha da vítima, diz que além do dinheiro que foi tirado da conta de sua mãe pelo estelionatário, elas ainda tiveram que fazer um empréstimo no próprio banco para “cobrir” parte do prejuízo, principalmente com o cheque especial.

Responsabilidade

O vice-presidente da 21ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru, Alessandro Biem Cunha Carvalho, salienta que todas as instituições bancárias têm responsabilidade por ocorrências dentro de sua área de atuação.

“Os bancos estão dando certas facilidades aos clientes e esses estabelecimentos devem garantir a segurança e arcar com a fiscalização do que ocorre, inclusive na área de autoatendimento. Devem disponibilizar mais funcionários para orientar os clientes, por exemplo”, indica.

“Se aconteceu um crime dentro da agência de determinado banco, a instituição é responsável sim. Se o estabelecimento bancário não se responsabilizar, a vítima que está se sentindo lesada e teve como prejuízo um determinado valor financeiro, pode procurar o Judiciário e entrar com uma ação indenizatória contra o banco”, explica Carvalho.

Segundo ele, a primeira coisa a fazer é registrar boletim de ocorrência para que a polícia inicie as investigações tendo como base as filmagens captadas pela agência que mostram a ação do suspeito.

Orientação

Por mais artifícios que usem os golpistas para concretizar crimes de estelionato, a polícia recomenda à população que se mantenha em alerta. Em entrevista concedida ao Jornal da Cidade em maio deste ano, o delegado do 3º Distrito Policial (DP) de Bauru Milton Bassoto Júnior aconselha, principalmente a pessoas de idade mais avançada, a não dar “crédito” à ajuda de desconhecidos que se apresentam nas agências bancárias.

“Na maioria dos casos, os golpistas estão bem vestidos, se apresentam bem, são muito educados e cativam as pessoas de mais idade. Mas o ideal é não aceitar a ajuda dessas pessoas, pois não dá para dizer se elas são golpistas ou não. Qualquer dúvida, o cliente deve entrar em contato com o banco”, indica.

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