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26/08/2007 - Última Instância Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Justiça abre mais dois processos contra ex-chefe da PF em Marília


A Justiça Federal de Marília abriu mais dois processos e decretou mais duas prisões preventivas contra o ex-delegado chefe da Polícia Federal na cidade, Washington da Cunha Menezes, acusado de peculato, extorsão e corrupção.

Menezes e outros acusados foram investigados pela operação Oeste, da PF, que combate o envolvimento de autoridades e agentes policiais com o crime.

Com as decisões, Menezes passa a responder a três processos criminais. O próximo interrogatório do réu está marcado para 28 de agosto.

O terceiro e mais recente processo foi aberto no dia 15. O juiz Leonardo Pessorusso de Queiroz recebeu denúncia do MPF (Ministério Público Federal), que aponta que Menezes e os agentes federais Celso Ferreira, Emerson Luís Lopes e Emerson Ide cometeram peculato e extorsão ao se apropriarem e desviarem jóias em ouro avaliadas em torno de 600 mil dólares.

Tanto o delegado, como os agentes, tiveram a prisão preventiva decretada.

A denúncia tem outros dois acusados: o advogado Marino Morgato e o empresário José Abdul Massih. Os dois foram denunciados por peculato, mas responderão o processo em liberdade.

O crime aconteceu em 13 de junho de 2001. Segundo o apurado, Menezes e os três agentes, com base em uma denúncia anônima, realizaram busca e apreensão na fábrica Franco Jóias, de Roald Brito Franco, que era supostamente apontado como doleiro e receptador de jóias roubadas da Caixa Econômica Federal.

O auto de apreensão não relaciona de modo específico tudo aquilo que foi apreendido e não há anotações do número do lacre no local, procedimentos obrigatórios. Na busca, jóias e alguns dólares foram apreendidos e Franco foi preso em flagrante, acusado de sonegação fiscal. Preso por um dia, foi liberado após o pagamento de fiança de R$ 15 mil.

Um mês depois Franco foi chamado à agência da Caixa para reconhecer as mercadorias apreendidos e descobriu o desaparecimento das peças. O comerciante procurou o advogado Marino Morgato, que o aconselhou a não procurar seus direitos, pois poderia piorar a situação. Mesmo assim, procurou o delegado e foi ameaçado.

Tempo depois, a vítima encontrou o agente Celso Ferreira e recebeu proposta para indicar aos policiais uma vítima e que, assim, receberia as mercadorias de volta.

Em outro processo, cuja denúncia do MPF foi aceita em 14 de agosto, Menezes e o advogado João Simão Neto, 56, responderão, respectivamente, por corrupção passiva e ativa. Ambos tiveram as prisões preventivas decretadas. Menezes teria recebido R$ 20 mil para emperrar e direcionar investigação de sonegação contra o empresário Jairo Antônio Zambon, 63, também denunciado.

A nova ordem de prisão foi decretada pelo juiz Leonardo Pessorrusso de Queiroz e atende pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal que atua nos processos gerados pela operação Oeste. O advogado e o delegado Menezes foram interrogados esta semana na Justiça Federal em Marília e negaram as acusações.

O processo começou por informação do empresário da área de segurança privada Sílvio César Madureira. Acusado de participar nos crimes investigados pela operação Oeste, ele passou a colaborar com o MPF e confirmou que entregou o envelope com o dinheiro para Menezes em quatro pacotes de R$ 5 mil.

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