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26/08/2007 - Jornal da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

OPERAÇÃO OESTE - Advogado contesta acusação do MPF


O advogado Marino Morgato, denunciado à Justiça Federal por suposto envolvimento no desvio de jóias da Polícia Federal, contestou as acusações do Ministério Público Federal. Segundo ele, a inclusão do seu nome na denúncia foi “equivocada”, já que o inquérito policial teria conclusões diferentes. Para o advogado, os procuradores ignoraram o resultado da investigação e o incluíram sem critérios objetivos. Marino afirmou estar convicto na absolvição.
A denúncia foi aceita na semana passada pelo juiz Leonardo Pessorusso de Queiroz, da 3ª Vara Criminal Federal. Os procuradores atribuem os crime de peculato e extorsão ao delegado Menezes e os agentes federais Celso Ferreira, Emerson Luís Lopes e Emerson Ide. Eles teriam se apropriado de jóias e barras em ouro, avaliadas em cerca de 600 mil dólares.
O advogado Marino Morgato e o empresário José Abdul Massih foram denunciados por peculato, por suposto apoio ao esquema. O Ministério Público não pediu a prisão deles, ao contrário do que ocorreu com os policiais, já detidos por outros crimes revelados na Operação Oeste.
Segundo o inquérito, Menezes e os três agentes fizeram busca e apreensão na fábrica Franco Jóias, pertencente a Roald Brito Franco. O delegado alegou ter recebido uma denúncia anônima e pretendia averiguar a receptação de jóias roubadas da Caixa e a troca clandestina de moeda
Quando foi chamado ao banco para reconhecer as mercadorias apreendidas, Franco constatou o desaparecimento das peças. Segundo a denúncia, ele procurou o advogado Marino Morgato, e teria sido aconselhado a não procurar seus direitos, pois poderia “piorar a situação”.
O advogado afirma que os fatos não ocorreram conforme relato do Ministério Público. Segundo ele, não houve nenhuma recomendação para o cliente ficar calado quando ao desvio das jóias. “Eu só disse para ele: não podemos apresentar denúncia sem provas”, garantiu o advogado.
Morgato garantiu ainda que, como advogado, teria representado Roald na eventual denúncia pelo sumiço das jóias. “Seria minha obrigação, mas realmente não havia prova de nada. Eu não poderia incentivá-lo a fazer denúncias infundadas”, afirmou.
O advogado aponta o relatório da Polícia Federal, no qual é citado, porém não está relacionado nas conclusões. “O delgado concluiu uma situação e os procuradores foram por outro caminho. Me envolveram mesmo sem provas”, atacou Marino Morgato.

MPF convicto

O procurador da República Célio Vieira da Silva afirmou que o Ministério Público Federal trata com responsabilidade os casos em que atua e não faz denúncias infundadas. “Quando oferecemos uma denúncia, é porque já está fundamentada. Caberá ao juiz ouvir as partes e analisar as responsabilidades de cada réu”, explicou o procurador.
Os processados no caso das jóias, segundo ele, têm amplo direito de defesa e devem exercê-lo, mas serão confrontados por fortes evidências. “A justiça ouvirá os depoimentos, oportunidade para que eles apresentem versões diferentes das conclusões que tivemos até agora”, afirmou.
O fato do delegado presidente do inquérito não ter indiciado o advogado, não impede o Ministério Público de fazer a denúncia. “O procedimento da polícia e do MPF não estão atrelados. Quando a fase policial é concluída, as evidências são analisadas para os possíveis providências,” esclareceu Vieira da Silva.

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