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01/04/2006 - Folha do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cédulas falsas invadem o comércio local


Nesta semana, um rapaz foi preso na cidade ao tentar passar nota de R$ 10,00
Duas notas iguais, aparentemente. Só que uma delas pode colocar alguém na cadeia, porque é falsa. Nenhum problema, se não fosse necessário ter a astúcia de Sherlock Holmes para distinguir as duas, já que os falsários estão cada vez mais especialistas na arte de reproduzir notas, no caso de Itapeva, especialmente as de R$ 10 e R$ 50. No comércio, o drama é maior, porque além da dificuldade de saber se a nota é ou não é a verdadeira, o dono do estabelecimento tem de tomar cuidado para não “ofender” seu cliente.
É o que acontece na mercearia de Adelino Loureiro, de 53 anos. Há 19 anos no comércio, ele conta que há dois começaram as invasões de notas falsas. Ele explica que, embora dedique atenção redobrada às notas recebidas, já perdeu a conta de quanto dinheiro perdeu na vida, por causa das notas. O problema, segundo ele, é que fica difícil parar para conferir as notas diante dos clientes, que não vêem simpatia na atitude. A dica, segundo ele, é bater papo com o freguês enquanto - debaixo do balcão - o comerciante toca a nota. “A principal diferença entre as notas falsas e as verdadeiras está no relevo”, diz Loureiro.
Crime pode dar cadeia
Nesta semana, um rapaz de 18 anos foi preso em flagrante em Itapeva porque tentou pagar dois lanches com uma nota falsa de R$ 10,00. Ele estava em uma lanchonete que fica na Rua Higino Marques. O proprietário, ao receber a nota, notou que se tratava de falsificação e imediatamente chamou a polícia.
A falsificação é crime e está no artigo 289 do Código penal. As moedas falsas, mas de boa qualidade, são enquadradas neste artigo e o processo é julgado por um juiz federal. Se a cédula for uma falsificação grosseira, a Polícia Federal encaminha o caso para a Polícia Civil. Já não é mais o caso de falsificação e sim de estelionato, artigo 171. É instaurado um inquérito e um juiz estadual julga o caso.
A prisão, no entanto, não é comum. Geralmente, as notas ficam circulando no comércio, até que alguém - na maioria das vezes sem saber - tenta passa-las no banco e vê seu dinheiro retido. O dinheiro é encaminhado à Polícia Federal e ao Banco Central, onde peritos - e só eles - poderão afirmar a veracidade das notas.
De acordo com Francisco Antônio Ozório Marques, tesoureiro da Caixa Econômica Federal, chega ao banco, em média, uma nota falsa por dia. Segundo ele, as notas de R$ 10 e R$ 50 são as mais falsificadas, porque as de R$ 100 não têm muita saída no mercado.
No entanto, é preciso tomar cuidado com as notas de R$ 20. Segundo o delegado da Polícia Federal, Marcos Enrique Silva algumas notas desse valor já foram apreendidas pelos policiais. “A impressão é perfeita, mas a fita colada em uma parte da nota, ainda não conseguiram falsificar”, diz. Segundo o delegado, em geral as notas falsas passam mais facilmente em locais de aglomeração de pessoas, como estádio de futebol, bailes e shows.


É bom manter atenção redobrada
* Sempre que receber um dinheiro, o primeiro passo é reparar a espessura da nota. O papel das verdadeiras é mais grosso. É possível ver também um fio magnético vertical embutido no papel, a marca d’água na área branca do lado esquerdo, e o registro coincidente ao colocar a cédula contra a luz. Há também fibras coloridas espalhadas pelos dois lados da cédula.
* Cerca de 60% das cédulas falsas não possuem marca d’água. O fato do papel ser verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. 40% das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor.
Sempre que possível, compare a cédula suspeita com outra que se tenha certeza ser verdadeira.

* As notas verdadeiras possuem duas assinaturas - uma do Ministro da Fazenda, outra do Presidente do Banco Central do Brasil. Sem as assinaturas as cédulas não têm valor legal.

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