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30/08/2007 - Globo Online / Diário de SP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Africanos são presos tentando aplicar golpe do dólar pintado

Por: Luis Kawaguti


SÃO PAULO - A polícia prendeu nesta quinta-feira dois congolenses por aplicar o golpe do "dólar pintado" contra corretores de imóveis de Votuporanga, a 518 quilômetros da capital paulista. Eles mostraram às vítimas uma pasta com papéis negros cortados no tamanho de cédulas e disseram que se tratava de US$ 3 milhões de dólares cobertos com uma tinta especial. Eles explicaram que o dinheiro havia sido pintado para sair da África em segurança e não pagar tributos pela movimentação financeira irregular. Os africanos afirmaram que pretendiam comprar uma fazenda no Brasil avaliada em US$ 10 milhões.

A quadrilha de africanos era formada pelos congolenses Kabeya Kalala, de 26 anos, e Carlos Axee Lomba, de 24, e pelos angolanos Paulo dos Santos, de 43 anos, e Feliciano Antônio Augusto, de 33.

Eles procuraram dois corretores, que não tiveram os nomes divulgados pela polícia, em Votuporanga e disseram que queriam adquirir terras com dólares trazidos da África. Segundo o delegado Reinaldo Castello, titular do 15ºDP (Itaim Bibi) eles disseram que o dinheiro estava em uma pasta com o piloto de avião que os trouxe para o Brasil, porém para ter a valise de volta teriam que pagar R$ 1.500,00.

Para dar uma prova de confiança aos brasileiros, os estelionatários exibiram uma nota real de dólar que havia sido pintada com tinta preta. Usando solvente, conseguiram limpar a nota e entregaram para os corretores, ganhando sua confiança.

- Os corretores adiantaram R$ 1500 para os criminosos, mas depois desconfiaram da história e nos procuraram - disse o delegado.

Policiais do 15ºDP passaram então a monitorar a negociação à distância. Os africanos apresentaram um novo pedido às vítimas: precisavam de US$ 3 mil para comprar mais solvente e limpar o restante das notas, que seriam usadas para pagar parte da fazenda. A pasta com o dinheiro seria deixada com as vítimas como garantia enquanto os estelionatários se encarregavam de comprar o químico.

Kalala e Lomba foram presos em uma pensão no Belém, na zona leste de São Paulo. Os outros dois falsários conseguiram escapar.

O golpe do "dólar pintado" não é uma novidade para a polícia. Pelo menos dois grupos de africanos já haviam sido presos em 2006 com o mesmo tipo de material contando histórias semelhantes. A polícia ainda não tem indícios de que todos os crimes tenham sido cometidos pela mesma quadrilha.

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