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30/08/2007 - Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas estão falsificando documentos de vítimas da TAM

Por: Fabiana Parajara e Bruno Versolato


SÃO PAULO - O delegado Antonio Carlos Barbosa, responsável pelo inquérito do acidente com o Airbus da TAM, no último dia 17 de julho, acredita que golpistas estejam falsificando documentos com nomes de vítimas do vôo 3054. Nesta quinta-feira, o pai de Diego Casagrande Salsedo, de 25 anos, que morreu no acidente, contou que um golpista se apresentou em uma financiadora de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como sendo Diego. O criminoso queria dinheiro para fazer compras em lojas de departamentos. A atendente da empresa, no entanto, desconfiou da história e acionou a família da vítima. O estelionatário conseguiu fugir.

- Os papéis que estavam dentro do avião, com as vítimas, queimaram com a alta temperatura. Os poucos documentos que foram resgatados estão tão chamuscados que não é possível ler o nome ou ver a foto - afirma o delegado, acrescentando que apenas objetos pessoais, como anéis e relógios, estão sendo recolhidos dos escombros.

Segundo Barbosa, os criminosos podem estar usando informações da lista de vítimas, divulgados pela imprensa, para falsificar os documentos e tentar conseguir crédito em nome das vítimas. Ele orienta os parentes das vítimas a registrar as tentativas de golpe na delegacia.

- A família ou a financiadora deve fazer isso, para que esses criminisos possam ser identificados e presos. Essas informações também podem constar do inquérito que estamos elaborando - diz Barbosa, referindo-se às investigações que correm no 27º Distrito Policial da capital.

Rio de Janeiro

Uma outra tentativa de golpe foi registrada no Rio de Janeiro, no último dia 21 de agosto. O criminoso tentou comprar um carro modelo Corsa em uma concessionária no bairro Parada de Lucas, Zona Norte da cidade. O carro seria usado como táxi. Ele se apresentou como Anderson Luis Cassel, uma das 199 vítimas do acidente com o Airbus. Na mesma data do golpe, o corpo de Cassel já havia sido reconhecido pelo Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo e, portanto, já tinha uma certidão de óbito emitida. Cassel, de 39 anos, era formado em administração de empresas e gerente da empresa Mercur - que fabrica materiais escolares em Santa Cruz do Sul, interior do Rio Grande do Sul. Viajava a São Paulo a trabalho e deixou a mulher e uma filha de 17 anos.

O estelionatário escolheu o modelo do carro e deu os documentos de Cassel para conseguir o financiamento do veículo. A concessionária tentou a aprovação do cadastro em dois bancos: Santander e GM. Minutos depois, segundo a funcionária da revenda de veículos que teve contato com a ficha do falso Cassel, o banco Santander informou que se tratava de uma fraude e que o engenheiro era uma das vítimas do acidente da TAM. O banco GM aprovou o cadastro de imediato, mas, 15 minutos depois ligou para concessionária cancelando o financiamento.

A aprovação do banco GM foi rápida devido à alta pontuação obtida pelos dados cadastrais de Cassel. Segundo a assessoria de imprensa do GM, o engenheiro tinha "bastante crédito na praça". Apesar de descoberta a fraude, o criminoso não foi preso. Ele havia sido dispensado pela concessionária com a promessa de que seria avisado da aprovação do crédito por telefone quando a fraude foi descoberta. Pela descrição da funcionária, o fraudador não se parecia em nada com Cassel.

A revenda ainda tentou ligar para o número fornecido pelo falso comprador, mas nunca conseguiu retorno. Segundo Ângela Silva, a cunhada de Cristine, esposa de Anderson, só teve informações sobre a tentativa de golpe nesta quarta-feira, quase 10 dias depois do ocorrido.

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