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08/07/2011 - Portal Imprensa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Hackers querem holofotes, afirmam especialistas

Por: Luiz Gustavo Pacete


Sim foram eles: Anonymous e LuIzSec Brazil assumiram os ataques aos sites com extensões "gov.br" que começaram na madrugada do último dia 22 de junho. O primeiro atua há oito anos por razões "políticas" e ganhou visibilidade em 2010, quando defendeu o Wikileaks atacando sites das empresas Mastercard e Paypal. O segundo afirmou que os hacks foram realizados para mostrar a vulnerabilidade digital do governo brasileiro.

Independente das razões, eles foram responsáveis pelo maior ataque cibernético já sofrido por sites do governo brasileiro. No dia 22 de junho, os hackers miraram portais importantes, como o da Presidência da República, Ministério do Esporte, Portal Brasil, Ministério da Cultura, Receita Federal, Senado, Petrobras e IBGE. O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), afirma que não foram roubadas informações estratégicas, apesar das mais de 700 invasões registradas.

E elas não param. Hoje mesmo, basta acessar o zone-h.org para encontrar sites invadidos do governo brasileiro. O Zone-h serve como um ranking de hackers ao redor do mundo. Cristine Hoepers, analista de segurança do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), entidade mantida pelo NIC.br, comenta que os ataques a páginas públicas não foram diferentes daqueles que ocorrem todo os dias contra redes comerciais e acadêmicas.

Para Marcelo Lau, consultor em segurança cibernética pela Data Security, não há motivo para pânico, já que os ataques são normais e os responsáveis só querem aparecer "O que vemos são pessoas que se aproveitam da fragilidade de de sistemas para ter os holofotes direcionados a eles. Coisas que não tem como evitar. No caso dos ataques de junho, eles utilizaram a invasão chamada de negação de serviço, quando sobrecarregam um site até ele sair do ar, por isso a importância da segurança constante e reforçada".

Um integrante do LuIzSec Brazil que se identificou como "anônimo" participou na última segunda-feira (04/07) do programa CQC. Via Skype um dos integrantes se intitulou como "hacker do bem" e disse que seu objetivo é demonstrar falhas de segurança em sites do governo. "Não estamos a favor da anarquia digital e da bagunça, nem de expor os brasileiros. Somente o governo deve nos temer. Nosso alvo é o governo", disse o jovem.

Fechando brechas

Para os jornalistas e profissionais que atuam diariamente com informações confidenciais, Lau dá algumas dicas que aparentemente são elementares, mas que se não forem seguidas podem representar grande dor de cabeça. "Primeira coisa que eu digo aos jornalistas, é que devem proteger os meios por onde circulam suas pautas, principalmente se forem informações sigilosas. Não se esqueçam que o e-mail possui um formato de cartão postal e pode ser interceptado". Lau também alerta para os dispositivos móveis, muito comuns em meio a jornalistas. "Qualquer smarthpone pode ser uma janela de invasão, por isso, é muito importante que seja protegido".

Crimes Virtuais

O Portal IMPRENSA apresenta uma entrevista com Silvio Castro Cerqueira, que comanda a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos do DF (DICAT/PCDF). Na conversa, Cerqueira aponta os caminhos a seguir para quem for vítima de crimes virtuais. Ele aponta que, no Distrito Federal, houve aumento de 96% de registros de crimes praticados pela internet, somando, em 2010, 1.664 casos, com predominância dos crimes de estelionato e furto mediante fraude. Em seguida vêm acontecimentos envolvendo difamação, injúria, ameaça e calúnia.

Portal IMPRENSA - O que a Polícia Federal considera crime virtual?
Silvio Castro - Quando o fato, qualquer que seja ele, é praticado pela Internet, possui vítima e autor no mundo real e produz resultado que afete suas vidas, digo que ele é um 'fato cibernético'. Por isso, crime é todo fato que a lei assim o descreva e sua prática pela internet não descriminaliza ou torna aceitável. Dessa forma, se um estelionato (CPB, ART. 171) ou venda de entorpecente (Lei nº 11.343/2006, Art. 33) for praticado pela internet, será investigado, denunciado e julgado como se tivesse sido praticado presencialmente.

IMPRENSA - Qual o procedimento para denunciar?
Castro - Qualquer pessoa que for vítima de crime cibernético deve comunicar o fato à Delegacia de Polícia mais próxima, ou à especializada, quando existir. Em seguida, a vítima pode ir até a sede mais próxima, tendo em mãos todos os elementos capazes de provar que o fato alegado aconteceu e outros que auxiliem na investigação para elucidação da autoria. Se, contudo, não tiver sido vítima mas houver notícia de crime pela internet de ação penal pública incondicionada, envolvendo direito indisponível: denuncie pelo telefones 197, e no caso de pornografia infantil, cabe encaminhar a denúncia à SaferNet Brasil.

IMPRENSA - Em qual legislação se enquadram os crimes digitais?
Castro - Qualquer lei brasileira que tipifique conduta como crime pode ser utilizada para enquadrar como crime a conduta cibernética. Naturalmente, há restrições físicas que impedem de todos os tipos serem praticados pelo meio virtual, como o roubo (CPB, Art. 157), que exige contato físico direto entre vítima e autor.

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