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30/08/2007 - Mogi News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Doleiro complica ainda mais a situação de Boy

Por: Amarildo Augusto


Uma das testemunhas ouvidas pelo procurador-geral da República Antonio Fernando Souza, sob o benefício da delação premiada, fez novas revelações que complicam ainda mais a situação do deputado federal Valdemar Costa Neto, o Boy (PR), que na última segunda-feira teve o nome relacionado à prática de três crimes (lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva) pelo Supremo Tribunal Federal e vai sofrer ações penais por causa disso. De acordo com o depoimento do proprietário da Guaranhuns Empreendimentos, Lúcio Bolonha Funaro, ele e dois doleiros emprestaram R$ 3 milhões ao então presidente do Partido Liberal para pagamento de despesas de campanha do partido em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.

A declaração faz parte de documentos anexos ao relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal por ocasião da denúncia contra os envolvidos no escândalo do mensalão e foi utilizada pelo ministro relator Joaquim Barbosa na justificativa de voto pela aceitação da denúncia contra o deputado e outros integrantes do ex-PL.

Ao revelar a decisão, o ministro também citou trecho onde Funaro declara que um empresário mogiano do setor de gráfica e silkscreen pediu a ele que fosse feito o empréstimo a Valdemar “com o intuito de pagar fornecedores da campanha a presidente de Lula, da coligação PT-PL”.

Lúcio Funaro e seu sócio na Guaranhuns, José Carlos Batista, foram apontados pelo procurador-geral da República, como comparsas de Valdemar Costa Neto, do ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas e do irmão dele, também integrante do partido, Antonio Lamas, como responsáveis por montar “uma estrutura criminosa voltada para a prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro”.

Os sócios foram beneficiados pelo dispositivo jurídico da delação premiada e não foram indiciados pelo STF. Boy, os irmãos Lamas e o ex-deputado liberal Bispo Rodrigues serão processados por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Boy era o presidente do PL na época do mensalão. De acordo com o procurador-geral, foi ele quem determinou que os irmãos Lamas recebessem os valores acertados com o Partido dos Trabalhadores em troca do apoio ao governo. Boy teria recebido, no total, R$ 10,8 milhões, por meio da empresa Garanhuns ou de saques bancários.

Segundo o procurador-geral, Valdemar teria tido atuação destacada na aprovação das reformas tributárias e da Previdência em virtude do acordo com o PT. No início, a empresa Garanhuns era utilizada para ocultar a origem e a finalidade do dinheiro. Depois, os irmãos Lamas começaram a recolher o dinheiro em espécie, a mando de Valdemar, de Simone Vasconcelos, acusada de ser a principal operadora do esquema dirigido por Marcos Valério e que já responde na denúncia por lavagem de dinheiro.

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