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08/07/2011 - pernambuco.com / Agência O Globo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia investiga venda de remédios falsificados e ilegais da China e Paraguai


A descoberta de dezenas de caixas de medicamentos com rótulos em mandarim num depósito no Cachambi, na Zona Norte, revelou a participação de uma quadrilha de chineses no contrabando e distribuição de remédios falsificados e ilegais a ambulantes e até farmácias do Rio. O material — encontrado na semana passada por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) — foi encaminhado à análise no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). De acordo com o delegado Alessandro Thiers, são constantes as apreensões de medicamentos provenientes da China e do Paraguai nos mercados populares.

Na lista de medicamentos falsos ou ilegais recolhidos, os destinados ao tratamento de disfunção erétil e os anabolizantes ocupam o topo do ranking. Há, contudo, registros relacionados à apreensão de remédios para câncer, problemas cardíacos e disfunções psiquiátricas. Em geral, os produtos são comercializados no mercado paralelo por valores que representam de 30% a 40% do preço de mercado. O delegado ressalta que, nos casos de medicamentos falsificados ou ilegais vendidos em algumas farmácias, o valor é praticamente igual ao do medicamento original.

Na operação policial da semana passada, foram presos os chineses Zhang Lixia, Zhu Renxia, Yang Guangluo e Yang Lianjie. Todos estavam no país ilegalmente. O grupo estava no depósito que funcionava na Rua Cachambi 244, na Zona Norte do Rio. Alessandro Thiers disse que os presos confessaram que abasteciam diversos camelódromos e feiras do Rio. O delegado afirma que estes lugares estão sendo investigados pela delegacia. Os presos foram autuados por violação de direito autoral, formação de quadrilha, contrabando e falsificação de produtos destinados a fins medicinais.

Subsecretária de vigilância em saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Hellen Miyamotto ressalta os riscos provenientes do consumo desse tipo de medicação, que pode até mesmo levar o paciente à morte. Segundo ela, o remédio ilegal é produzido no exterior e não passa pelo controle de qualidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que monitora todas as etapas de fabricação. Entre esses, destaca-se o Pramil, fabricado no Paraguai e destinado ao tratamento de disfunção erétil.

O medicamento falsificado é fabricado sem nenhum controle e, geralmente, o princípio ativo é substituído por outras substâncias: "Nesses casos, a pessoa que recorre a um desses remédios para diminuir o custo de um tratamento pode sofrer graves consequências e até mesmo morrer", alerta Hellen.

A subsecretária orienta as pessoas a comprarem medicamentos apenas em farmácias, exigindo nota fiscal e verificando ainda detalhes na embalagem, registro do laboratório, data de validade. Para ela, quem compra um remédio num ambulante assume os riscos que o consumo pode trazer à saúde.

O contrabando e a distribuição de medicamentos falsos ou ilegais movimentam anualmente entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial. O mercado paralelo, de acordo com o instituto, responde por 20% dos remédios comercializados no país. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 10% dos remédios em circulação no mundo são falsos. Nos países emergentes, esse percentual chegaria a 30%. Um comércio global que movimentou no ano passado 75 bilhões de dólares.

As estatísticas da Anvisa reforçam os números da OMS. Em 2009, por exemplo, 104 mil comprimidos de diferentes tipos de medicamentos falsos ou sem registro foram apreendidos em ações conjuntas com a Polícia Federal em todo o país. No ano passado, o número subiu para 142,9 mil, aumento de 38,9 mil comprimidos na comparação com o ano anterior. As estatísticas revelam um crescimento anual no número de apreensões.

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