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28/06/2011 - Bom Dia Sorocaba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia apura denúncias de fraudes na saúde em escolas e faculdades de enfermagem na região

Por: Adriane Souza

Hospital cobrava R$ 4 mil por vaga de estágio

Com muito escândalo, corrupção e drama, a novela que envolve o CHS (Conjunto Hospitalar de Sorocaba) ganha mais um capítulo. Após uma denúncia recebida na semana passada, a Polícia Civil de Tatuí levantou informações que comprovam a existência de um esquema fraudulento que consiste na cobrança de dinheiro – por parte da diretoria do CHS – para que estudantes de enfermagem pudessem estagiar no hospital.

O delegado titular de Tatuí, José Alexandre Garcia Andreucci, informa que, mediante pagamento, um contrato era emitido. “O documento permitia às escolas e faculdades da região o envio de seus alunos para a realização de estágio na área”, relata. Como o estágio é um dos requisitos para que os estudantes consigam concluir o curso, a polícia afirma que instituições particulares de ensino de enfermagem de oito cidades estariam envolvidas no esquema.

Policiais do GAS (Grupo Antissequestro de Sorocaba) e membros do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público sorocabano, estão apurando as informações. A documentação comprova que os envolvidos pagariam R$ 4 mil anualmente para garantir o estágio dos alunos de escolas e faculdades particulares de Tatuí, Itu, Porto Feliz, Salto, Mairinque, São Roque, Sorocaba e Tietê. “Todas elas teriam, pelo que pudemos apurar, assinado contrato de cooperação para estágio”, informa o delegado, que afirma também já ter começado a intimar os representantes das instituições envolvidas a prestar depoimento.

O caso já foi encaminhado à Polícia Civil de Sorocaba, que dará seguimento as investigações.

Esquema fraudulento envolve 20 instituições particulares

Com exclusividade, o denunciante, que prefere manter sua identidade preservada, informou ao BOM DIA que decidiu procurar a Polícia Civil de Tatuí por não suportar mais fazer parte de algo ilegal. “Entendo a lei tanto do lado particular, quanto do lado público da saúde, por isso estava muito indignado com o que estava acontecendo”, afirma.

Ele representa uma instituição de ensino particular, com uma unidade em Tatuí e outra em Sorocaba. O denunciante esclarece ainda que, após firmar o convênio de estágio, foi procurado pela enfermeira, que intermediava o pagamento.

Segundo a Polícia Civil, a enfermeira ligava para as 20 instituições envolvidas e informava que apenas com a confirmação do pagamento da “colaboração” o convênio teria validade.

“O Hospital Regional de Sorocaba é público, portanto, seria indevida a cobrança”, analisa o delegado titular de Tatuí, José Alexandre Garcia Andreucci.

Com isso, o denunciante relata ter se sentido coagido a pagar, pois o estágio é um quesito obrigatório para colação de grau.
Se confirmado o esquema, que seria configurado como crime de concussão (extorsão cometida por funcionário público), os responsáveis poderão ser condenados a reclusão de dois a oito anos.

R$ 4 mil

Eram pagos todos os anos por escolas garantindo R$ 80 mil aos responsáveis pelo convênio.

Justificativas

A enfermeira dizia que o valor pagaria cursos de especialização a funcionários do CHS, ministrados pelo Grupo de Ensino e Pesquisas em Emergência Cardiovasculares, que está sendo investigado sob a suspeita de ser fictício.

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