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30/06/2011 - Notícias de Aveiro Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Negada ´lavagem´ de dinheiro gerado por prostituição forçada

Familiares acusados de ajudar suspeito de repartir liderança de grupo que controlava, sob ameaças, cerca de duas dezenas de mulheres em Aveiro Norte.

Filha e genro de um dos três presumíveis cabecilhas da suposta organização que terá explorado, anos a fio, prostitutas, sobretudo nas matas de Ovar, negaram ter ´branqueado´ quantias avultadas que teriam sido geradas pela actividade, capitalizando aplicações financeiras.

O casal, familiares de Américo Sousa, 60 anos, preso preventivamente, justificou os depósitos bancarios a rendimentos próprios enquanto empregados fabris. “O dinheiro era fruto do nosso trabalho”, garantiu o genro, ao depor perante o colectivo, no tribunal de Ovar.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), terão sido entregues cerca de 71.250 euros aplicados em gestão de carteiras de investimentos, verba entretanto apreendida à ordem do processo conhecido como “Reis da mata”.

Américo Sousa, a filha e o genro, ambos a figurar também entre os arguidos, lograram, dessa forma, “converter” dinheiros angariados pela suposta associação criminosa e de lenocínio em bens patrimoniais, ocultando a verdadeira titularidade se fosse confrontado com a origem ilícita, como aconteceria.

A Polícia Judiciária (PJ) surpreendeu o patriarca na posse, em casa, de cerca de 35 mil euros, em numerário, destinados, em grande parte, a adquirir a pronto uma viatura.

As investigações permitiram apurar que durante os cinco anos anteriores à detenção, o arguido terá angriado mais de 211 mil euros não declarados por actividades produtivas relevantes.

A PJ apreendeu aos três principais suspeitos mais de 600 mil euros em depósitos alegadamente resultantes da actividade de lenocínio, bem como viaturas de topo de gama.

Cabecilhas enganavam-se uns aos outros

13 meses de escutas telefónicas permitiram apurar que as prostitutas eram obrigadas a entregar valores que variavam entre 30 a 50 euros diários ou 200 a 250 euros por semana.

Apesar de agirem como se fosse uma sociedade, os três cabecilhas, que estavam em posição de igualdade, não resistiam à tentação de se “engarem mutuamente” na repartição dos lucros, declarou oontem em tribunal o inspector da PJ que coordenou o inquérito.

O gangue explorou, de forma violenta, durante vinte anos a prostituição em varios locais, nomeadamente na zona florestal de Maceda, concelho Ovar.

16 arguidos, entre os quais duas mulheres, estão acusados pelo Ministério Público (MP) da prática de crimes de associação criminosa, lenocício, sequestro, roubo, posse de arma proibida, tráfico de armas e coacção.

Numa operação desencadeada a 6 de Janeiro de 2010, a PJ do Porto viria a efectuar uma dezena de detenções culminando uma investigação que durava há pelo menos dois anos.

O trio de cabecilhas actuou conjuntamente para exercer controlo quer dos locais de prostituição na floresta de Maceda (Ovar), Pigeiros (Feira) e Estarreja, quer das mulheres e outros proxenetas, que tinham de possuir uma espécie de autorização prévia, mediante pagamento da permanência diária ou semanalmente para garantir a sua própria segurança.

Em caso de recusa, os suspeitos ameaçavam não só afugentar os clientes como retaliar de forma violenta, o que aconteceu com agressões e exibição de armas de fogo como forma de intimidação.

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