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25/03/2006 - Agência Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Gerente do Credit Suisse pode ter prisão prorrogada


O Ministério Público Federal pediu ontem a prorrogação da prisão temporária de Peter Schaffner, responsável na matriz do banco Credit Suisse, em Zurique, pelo acompanhamento das atividades do escritório de representação da instituição no Brasil. Ele está na custódia da Polícia Federal em São Paulo desde quarta-feira. A prisão temporária vale por cinco dias.

O pedido está nas mãos do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6.ª Vara Criminal, especializada em lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Ele decretou a prisão de Schaffner, que estava no Brasil havia uma semana e só retornaria daqui a duas, para contribuir nas investigações da PF, que averigua evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por meio do escritório de representação do banco, localizado na Avenida Faria Lima. Schaffner estava na sala VIP do aeroporto internacional de Guarulhos quando foi detido.


Aparentemente, o suíço ainda não foi interrogado. Seus advogados, Flávio Aronis e Alex Leon Ades, não falam sobre a situação dele na cadeia.


A PF deve se pronunciar na próxima semana sobre o caso. Em nota, a PF informou que foram realizadas buscas no escritório do Credit Suisse e em quatro residências. "O objetivo da Operação Suíça é demonstrar que o escritório, vinculado diretamente à matriz na Suíça, operaria de modo ilegal no País, captando clientes interessados em abrir e movimentar contas numeradas no exterior a fim de amparar remessas não autorizadas de divisas", diz a nota.


As remessas eram "dissimuladas em forma de operações de compra de títulos de capitalização do banco". Também são investigados os gerentes R.C.H., C.M.S.M., J.S., D.A.L., todos suíços que moram no Brasil, mais os brasileiros S.L.A. e M.C.A.M.


O jornal O Estado de S. Paulo apurou que políticos estão no alvo da PF, por usarem o escritório para remessas ilegais de dinheiro.


Irritados, os porta-vozes do Credit Suisse adotaram a política de se recusar a informar sobre o escândalo e eventuais envolvidos.


O banco se recusou até a informar se também estaria sendo investigado na Suíça pelos acontecimentos no Brasil. "Não vou dar esse tipo de informação", afirmou David Walker, representante do Credit Suisse em Nova York. Em Zurique, a assessoria do banco evitou comentar o caso e informou que a instituição "ajudará nas investigações".


O Credit Suisse, um dos maiores bancos da Suíça, também está se recusando a passar informações sobre a prisão do gerente. "Não daremos informações pessoais", afirmou Walker, mal-humorado.

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