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30/06/2011 - Monitor Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

SEC usa agentes do FBI disfarçados para desbaratar esquema fraudulento

Suborno e manipulação com ações de baixo custo. Maioria dos esquemas envolvia propinas direcionadas a administradores de fundos de pensão.

A Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, responsável pela regulação dos mercados de capitais no país, está acusando formalmente diversos CEOs, suas companhias, dois formadores de mercado por negociarem ações a baixos preços (inferiores a US$ 1), alegando que estes usaram propinas, e-mails em massa, suborno e manipulação no mercado de microcaps.

Os esquemas começaram a aparecer por meio de uma investigação do FBI, conduzida de modo a que os investidores não fossem prejudicados. A SEC trabalhou ao lado da Procuradoria norte-americana no Distrito Sul da Flórida.

Fundos de pensão

De acordo com as denúncias, a maioria dos esquemas envolvia propinas direcionadas a administradores de fundos de pensão supostamente corruptos que, em troca destes fundos, comprariam ações de empresas micro capitalizadas.

Outro esquema seria pagamentos a um corretor, também supostamente corrupto, que concordou em comprar ações micro capitalizadas em nome de investidores com contas sem limites.

Um esquema final envolveu um corretor de ações que criou um site para promover uma companhia de baixos preços, inicialmente em meio de uma torrente de e-mails, e que também postou falsos certificados no site de supostos investidores.

Surpresa

O que eles não sabiam é que as pessoas que fizeram parte das transações ilegais eram, na verdade, agentes do FBI disfarçados ou fontes confidenciais que estavam participando de uma operação secreta. As últimas acusações seguem uma série de casos registrados entre outubro e dezembro de 2010, nos quais a SEC processou mais de uma dúzia de empresas e operadores de ações a baixos preços por esquemas de manipulação similares.

"Os investidores merecem mais que estratégias secretas de investimentos, baseadas em suborno e propinas", comentou o diretor da Divisão de Fiscalização da SEC, Robert Khuzami. "Conforme deixam claras as denúncias, esses CEOs recebem mais do que esperam; no entanto, o que recebem é exatamente o que merecem por fazer pagamentos ilícitos para manipular ações micro capitalizadas", completa.

"Os réus acusados hoje tinham a intenção de obter lucros ao defraudar os outros. A SEC continuará agressivamente a perseguir aqueles que se envolvem em esquemas fraudulentos de ações micro capitalizadas", confirmou o diretor do escritório regional de Miami da SEC, Eric I. Bustillo.

FBI disfarçado

Entre os denunciados, Douglas Newton, CEO da Real American Brands, acusado de pagar propina a um administrador de fundo de pensões para comprar mais de 6,2 milhões de ações restritas da Real American Brands. Newton tentou esconder a propina ao celebrar um acordo com uma empresa de consultoria falsa, que o administrador criou para receber as propinas. No entanto, este administrador de fundo de pensões corrupto era um agente do FBI disfarçado, e a empresa de consultoria foi, na verdade, criada pelo FBI.

Donald W. Klein, presidente e CEO da KCM Holdings Corp, se envolveu em duas transações de ações restritas e uma transação de mercado envolvendo a empresa. O executivo e sua companhia pagaram propinas a um agente do FBI disfarçado que "interpretou" o papel de um parceiro de negócios de um administrador corrupto do fundo de pensão dos funcionários, em troca da compra do fundo por 2,5 milhões de ações restritas da KCM Holdings.

Klein tentou esconder a propina por meio de um contrato de consultoria com uma empresa que receberia os pagamentos. Em outro esquema, o executivo subornou um corretor, supostamente corrupto, para comprar ações KCM Holdings no mercado aberto para clientes corretores com contas sem limites. O corretor subornado era um agente do FBI disfarçado.

Thomas Schroepfer, presidente e CEO da SmokeFree, e Charles Fuentes, da Dana Point, promotor de ações da empresa, pagaram propinas para um agente do FBI infiltrado que se passava por parceiro de negócios. Schroepfer tentou esconder a propina mediante contrato com uma empresa de consultoria falsa, criado especialmente para receber a propina. Além disso, a SmokeFree emitiu ações da sua carteira para que um testemunha cooperasse, agindo como intermediário no esquema.

Brian Gibson criou um site (roaringpennystocks.com) já extinto para promover ações da Xtreme Motorsports International como parte de um esquema para inflar o preço de ações baratas por meio de afirmações falsas. Gibson enviou uma série de e-mails para potenciais investidores e postou falsos certificados no site de supostos investidores, comemorando o "sucesso" da empresa. Cada um dos réus foi acusado de conspiração por enganar investidores e pode pegar até cinco anos de prisão, além de multas milionárias.

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