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29/06/2011 - 24 Horas News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Casa nos EUA abriga mais de 2.000 empresas de fachada


Os paraísos fiscais como Chipre e Ilhas Cayman podem estar com os dias contados se depender do novo rival: Cheyenne, cidade localizada no Estado americano de Wyoming. Na cidade com 60.000 habitantes, mais de 2.000 empresas “de fachada” (em inglês, “shell corporations”; essas corporações não têm operações de negócios ativas e nem ativos no mercado) estão registradas no mesmo endereço, no número 2.710 da Avenida Thomes, segundo reportagem publicada no "MSNBC".

A vizinhança diz ver pouco movimento por lá, mas relatam constantes entregas por correio e a presença de uma mulher, sempre a mesma, que costuma fumar nos intervalos do trabalho. No interior da casa, as paredes da sala principal estão cobertas do chão ao teto com caixas de correio numeradas e rotulados como "caixas corporativas". Uma máquina de xerox foi colocada na cozinha, e na sala, uma mulher atende telefonemas e responde e-mails.

Segundo uma investigação da agência de notícias Reuters, o endereço é como uma versão reduzida das Ilhas Cayman, pois está nos arredores da sede da Wyoming Serviços Empresariais, uma empresa especialista em negócios de incorporação e empresas de “fachada”, criada e gerenciada por Gerald Pitts, 54.

No papel, Pitts é apenas um empresário, mas documentos obtidos pela ONG Westlaw, um braço da fundação Thomson Reuters, ele é listado como diretor e presidente de pelos menos 41 companhias registradas no número 2.710 da Avenida Thomes.

"A corporação é uma pessoa jurídica criada por uma lei estadual, que pode ser usado como um bode expiatório, um servo, um bom amigo ou um chamariz", diz o texto no site da empresa. "Uma pessoa que você controla ... ainda não pode ser responsabilizado por seus atos. Imagine as possibilidades".

Entre as empresas localizadas no endereço está uma empresa de fachada que controla ativos imobiliários e é gerenciada por um ex-primeiro-ministro da Ucrânia, Pavlo Lazarenko, condenado em 2004 por fraudes e que já figura na lista dos mais corruptos do mundo.

Já o proprietário de outra empresa de fachada no endereço foi indiciado em abril por ajudar a driblar a proibição dos jogos de pôquer online nos Estados Unidos.

Em um terceiro caso, o dono de duas outras firmas foi tirado da lista de fornecedores do governo, em janeiro, por vender peças de caminhões falsificados para o Pentágono.

Pitts alega que não há nada de ilegal com seu negócio. No entanto, empresas registradas no endereço já foram acusadas em dezenas de processos civis envolvendo acusações como impostos não pagos, fraude e infração de marca registrada. Autoridades fiscais estaduais e federais esperam obter mais de US$ 300.000 dólares em impostos não pagos, de acordo com a Westlaw.

Segundo o tesouro americano e órgãos reguladores do Estado, os bancos têm sinalizado bilhões de dólares em operações suspeitas envolvendo as empresas "de fachada" nos últimos anos.

Em 10 de junho, um juiz federal de Oregon ordenou uma empresa registrada a pagar US$ 60 milhões por envolver uma agência do governo ucraniano em falsas transações envolvendo empresas de fachada. A ação civil descrevia uma rede de empresas fantasmas na Europa Oriental e no Afeganistão.

Pitts afirma que os serviços que oferecem estão “em plena conformidade com a lei e não tem nenhum conhecimento de como os clientes usam as empresas que ele registra”.

"No entanto, reconhecemos que as empresas de negócios podem ser utilizadas tanto para o bem quanto para o mal", escreveu Pitts em um email à Reuters. "WCS sempre cooperou com as autoridades que solicitaram informação ou assistência. A WCS não fornece qualquer produto ou serviço com a intenção de violar a lei”.

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