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24/06/2011 - A Crítica (Manaus) Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Agricultora desvia dinheiro de aposentadoria de índios no AM e ainda simula morte de um deles

Por: Elaíze Farias

Delegacia de Tapauá encontrou procurações e cartões magnéticos de indígenas e ribeirinhos com os quais agricultora recebia aposentadoria.

Com procurações assinadas por 15 indígenas da região do município de Tapauá (a 565 quilômetros de Manaus), na região da calha do rio Purus, a agricultora Cinete Vicente da Silva fez uma movimentação bancária de pelo menos R$ 200 mil em empréstimo ilegais.

Ao desconfiarem do fato de sua aposentadoria de R$ 545 estar vindo pela metade devido aos descontos dos empréstimos bancários, os indígenas cobraram de Cinete e esta alegou que os cartões deles estavam bloqueados.

No último dia 15 de junho, uma das indígenas lesadas, Rosa Souza da Silva, da etnia apurinã, prestou queixa na delegacia de polícia de Tapauá contra a agricultora.

Conforme Rosa, além de efetuar empréstimos por meio de sua conta, Cinete também registrou um boletim de ocorrência dizendo que a indígena havia falecido.

Segundo o boletim registrado por Cinete no dia 30 de setembro de 2010, Rosa Apurinã, durante uma viagem de barco, "desapareceu e provavelmente caiu no rio Purus nas proximidades da cidade de Beruri/AM, e apesar da embarcação ter realizado buscas durante três dias e três noites, seu corpo não foi encontrado".

O chefe da coordenação técnica da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Tapauá, Edilson Pinheiro da Silva, disse que é comum indígenas assinarem procurações em nome de pessoas que vivem na cidade para facilitar o pagamento da aposentadoria, já que o deslocamento até a sede do município leva vários dias.

Cinete, contudo, aproveitou a confiança dos indígenas para fazer diversos empréstimos. “Quando eles vinham das aldeias a Cinete dizia que a conta estava bloqueada ou então ela dizia não saber explicar porque o valor era inferior. Sem ter como responder às justificativas dela, os índios voltavam para a aldeia. Até que eles começaram a cobrar mais”, disse Edilson.

A Funai denunciou o caso à promotoria de Tapauá e esta determinou a apreensão e a prisão de Cinete.

Durante a apreensão, foram encontradas na casa de Cinete várias procurações, registro de nascimento civil, carteira de identidade, CPF, cartões magnéticos do banco Bradesco e senhas de contas.

Conforme Edilson, a agricultura continua morando no município e não foi presa porque alega estar com um tumor no cérebro.

O chefe da Funai acusa Cinete de ter enriquecido ilicitamente nos últimos dois anos, adquirindo um barco de pesca, motores de voadeira, bote de alumínio, uma boate e outros bens de imóveis.

Inquérito

Por meio da assessoria de comunicação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o delegado de Tapauá, sargento Rildo da Costa Santos declarou que o inquérito foi instaurado e, dentro de alguns dias, estaria encaminhando o caso para a Polícia Federal, que é o órgão competente para investigar o caso envolvendo os indígenas.

Segundo Santos, Cinete Vicente da Silva não foi localizada na cidade de Tapauá, onde mora, para prestar informações sobre o caso.

A reportagem do portal acritica.com não conseguiu falar com o delegado. Ninguém atendeu no telefone (97) 3391-1390.

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