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26/06/2011 - Diário do Vale Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Delegado alerta sobre golpe do falso sequestro


O delegado adjunto da 90ª DP (Barra Mansa), Ronaldo Aparecido, alerta sobre o golpe do falso sequestro, que já fez várias vítimas na região. O golpe é uma prática em que criminosos ligam para a vítima contando que um familiar dela foi sequestrado e que, se não for depositada uma quantia em dinheiro imediatamente, será ferido ou morto. O delegado informa que a tática é bem diferente da de um sequestro verdadeiro, e que é preciso ter calma, controle sobre a situação, e tentar contato imediato com a suposta vítima.

- O melhor é não dar muito ouvido e tentar fazer contato com a suposta vítima. Verdadeiros sequestradores adotam várias cautelas que esses golpistas não se preocupam em utilizar com a vítima, porque é tudo muito rápido, para que a farsa não seja descoberta. Sequestradores utilizam artifícios para que os parentes tenham certeza de que estão realmente com a vítima até que seja pedida a quantia em dinheiro pela liberdade da pessoa sequestrada. Isso é feito durante vários telefonemas, enquanto o falso sequestrador exige a quantia já no primeiro contato, sem ao menos garantir que a vítima está em seu poder - disse.

Segundo o delegado, geralmente o golpe é praticado por criminosos que estão cumprindo pena e têm acesso a telefones móveis dentro dos presídios, e que aleatoriamente sorteiam sua vítima.

- Eles ligam para centenas de telefones e, vez ou outro, calha de encontrar uma vítima e o golpe acaba dando certo - falou Ronaldo Aparecido, ao acrescentar que muitas vezes a própria vítima acaba informando dados que a faz acreditar que o familiar foi sequestrado.

O delegado disse que em inquéritos de casos do golpe do falso sequestro, ele solicita ordem judicial, para que sejam fornecidos os dados do correntista, bloqueio da conta e dos valores depositados.

- Os criminosos fornecem a conta bancária de algum comparsa ou parente para que sejam depositados os valores. Mas geralmente eles sacam o dinheiro imediatamente após o depósito - afirmou.

Pensionista de Resende foi vítima de golpe

No início deste mês, a pensionista Regina Maria da Silva Rodrigues, de 58 anos, foi vítima do golpe de falso sequestro. Ela chegou a deixar R$ 500, um cordão de ouro e um anel de prata, cartão telefônico e uma máquina fotográfica, em um telefone público (orelhão), na rodoviária de Volta Redonda.

Ela deixou o dinheiro e os objetos após ter recebido uma ligação telefônica de um homem em seu apartamento, no Centro de Resende, informando que sua filha e os dois netos tinham sido sequestrados. O autor do telefonema chamou a pensionista pelo nome e fez com que ela ouvisse a voz de uma mulher chorando e que pedia socorro. Nervosa, sem conseguir se comunicar com a filha, a pensionista seguiu a determinação do chantagista.

Na rodoviária, o dinheiro e as joias foram pegos por um homem negro, que usava boné e casaco. O desconhecido ainda ficou observando Regina embarcar em um ônibus que a levaria de volta para Resende.

Segundo Regina, durante a viagem de volta para casa, percebeu que tinha sido vítima de um golpe e descobriu que a filha e os netos estavam bem.

O delegado Márcio Drucker, da 89ª DP (Resende), onde o registro foi feito, disse, na ocasião, que o telefonema teria sido feito por presidiário.

Criminosos podem estar utilizando nova técnica

O delegado da 93ª DP (Volta Redonda), Adilson Palácio, recebeu denúncia de que falsos pesquisadores estariam colhendo dados em filas de cinemas da cidade. Os jovens seriam os alvos dos espertalhões.

Eles, em posse das informações obtidas, aguardam a vítima entrar para assistir ao filme e ligam para a casa da família, inventando um falso sequestro. Os estelionatários anotam nomes e números de telefones dos jovens, antes de eles entrarem para assistir à sessão de cinema.

Além disso, os jovens seriam orientados a não ligar os celulares, durante a sessão, para não atrapalhar o filme. Em seguida, como um filme leva cerca de duas horas de duração, os golpistas ligam para a casa do entrevistado e mandam que seja depositado dinheiro em contas bancárias fornecidas por eles, para libertar o suposto sequestrado.

Geralmente, informam sobre as características físicas e como os jovens estariam vestidos. Com esses detalhes, os autores dos telefonemas convencem quem está sendo extorquido, que acaba cedendo à pressão. Segundo um policial, caso esse tipo de golpe estiver realmente ocorrendo na cidade, jovens devem questionar sobre quem vai entrevistá-lo e deixar os seus celulares no vibracall quando estiverem no cinema.

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