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25/06/2011 - 180 Graus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Deputado denuncia golpe de advogados contra aposentados

No "golpe do golpe" o que atrai são indenizações que variam de R$ 10 mil a até R$ 100 mil por ação.

O deputado federal e delegado de Polícia Civil Marllos Sampaio (PMDB), ex-titular da Delegacia do Idoso em Teresina, denunciou na Câmara Federal um novo golpe que vem sendo aplicado contra idosos por advogados. Segundo o deputado, o novo golpe, que envolve empréstimos consignados, é a máfia das indenizações. Ele disse que depois que os idosos conseguem ser ressarcidos de prejuízos causados por quadrilhas, os advogados obtêm ilegalmente seus dados e entram com ações na Justiça pedindo indenizações também contra os bancos.

Como a ação de indenização não é conhecida dos idosos, quando eles vencem a causa, o dinheiro vai todo para o bolso das quadrilhas. No "golpe do golpe" o que atrai são indenizações que variam de R$ 10 mil a até R$ 100 mil por ação, informa o deputado. Segundo ele, em média a Justiça paga de R$ 10 mil a R$ 20 mil por indenização. Entretanto, dependendo dos prejuízos, alguns juízes determinam pagamentos de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil ou até R$ 100 mil. Isso atrai os olhos de quadrilhas especializadas. Pasmem... a máfia da indenização. Não imaginaria nunca que ia ter isso daí, choca-se o deputado e delegado.

O golpe do golpe acontece porque os aposentados não se valem, por desconhecimento ou por desinteresse mesmo, de uma ferramenta na Justiça. Quando o idoso é lesado por alguma quadrilha, que frauda o empréstimo consignado, ele tem o direito de ir à Justiça contra a instituição que possibilitou a fraude por danos morais e materiais. É o que diz o Código de Defesa do Consumidor. Ocorre que a grande maioria não faz isso. Ou por não saber do direito ou porque já fica satisfeita quando consegue recuperar o dinheiro que perdeu ao ser lesado.

Advogados e funcionários sabem que o idoso não entrou na Justiça e falsificam a entrada dele no Judiciário, conta o deputado. Policiais e outros servidores públicos também participam da operação, vazando dados sigilosos do aposentado às quadrilhas. "O idoso nem sabe", afirma o deputado. Os advogados, que conhecem as leis, se informam dos casos de fraude, obtêm as informações dos aposentados e entram na Justiça, como se fossem seus representantes legais, contra os bancos e outras instituições financeiras. Quando ganham o processo, ficam com o dinheiro, uma vez que o aposentado nem sabe da existência da ação.

Quando deixou o cargo, havia quatro inquéritos em apuração. Na semana passada, Marllos Sampaio organizou uma audiência pública em que pediu à Previdência Social e aos bancos uma campanha educativa para alertar os idosos sobre as principais formas de evitar fraudes.

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