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25/08/2007 - clicabrasilia.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude nas prateleiras


O consumidor que for ao supermercado deve ficar atento a um novo tipo de prática que está se tornando comum entre fabricantes de diversos produtos. Trata-se de informar ao consumidor na embalagem determinado peso, medida, quantidade ou comprimento que é superior ao que realmente está sendo comercializado. No Distrito Federal e em Goiás, só no primeiro semestre o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) identificou 1.849 produtos com irregularidades desse tipo.

Praticamente nenhuma mercadoria escapa da irregularidade. Marcas de açúcar, leite, café, óleo de soja, arroz, feijão, macarrão, biscoitos e sal apresentaram problemas diante da fiscalização. Embora na maioria dos produtos o percentual de lotes irregulares não ultrapasse os 2% (confira quadro), em alguns casos, como o gás de cozinha e o papel higiênico, esse número salta para 12% e 38%, respectivamente.

"Cabe ao consumidor adquirir a quantidade de produto que ele está pagando. Ele está pagando por determinado conteúdo e é isso que ele deve receber", afirma Vera Lúcia Gonçalves, coordenadora do laboratório de produtos pré-medidos do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP).

Na segunda-feira, uma ação fiscalizadora do órgão em supermercados de São Paulo identificou uma série de irregularidades grosseiras em algumas marcas de papel higiênico. Dos 42 lotes analisados, 11 apresentaram erros quantitativos no comprimento, ou seja, informavam ao consumidor determinada medida inferior ao que ele acabava levando para casa. Nos casos mais extremos, as diferenças chegavam a mais de cinco metros por rolo.

Maquiagem

Esse tipo de irregularidade difere substancialmente da onda de maquiagem de produtos que assolou os supermercados há alguns anos. A maquiagem, estratégia utilizada pelas fabricantes para aumentar a margem de lucro, consistia em reduzir a quantidade ou conteúdo do produto sem alertar claramente o consumidor da mudança nem reduzir proporcionalmente o preço cobrado.

Acostumado a comprar regularmente determinado produto, o consumidor acabava nem notando a diferença. No caso mais famoso, em 2005, as marcas de sabão em pó reduziram a quantidade do produto de um quilo para 900 gramas sem avisar ao consumidor, para logo em seguida anunciar uma "grande promoção" na qual quem comprasse o produto "ganharia" 100 gramas do produto grátis. Recentemente, num dos desfechos mais significativos, a Nestlé foi multada em mais de R$ 500 mil pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão vinculado à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça.

Agora, algumas marcas encontraram essa nova forma de lesar o consumidor que, na avaliação da pesquisadora do Ipem, é ainda mais nociva, porque antes a fabricante limitava-se a se aproveitar da desatenção do consumidor. Neste novo tipo, mesmo que o consumidor esteja alerta e cheque a informação da embalagem, ele será prejudicado. Segundo o departamento jurídico do Ipem, as autuações desse tipo já ultrapassam as 20 mil anuais, somente no Estado de São Paulo. "Existe uma tolerância para essas medidas que geralmente chega a aproximadamente 2% do peso total. Mas algumas marcas estão abusando", destaca a pesquisadora Vera Lúcia.

A professora Andréa Guimarães, 39 anos, diz que um dos produtos mais problemáticos é a carne congelada. "Quando você descongela, é tudo água e você fica com a impressão de que pagou por mais do que realmente está recebendo", comenta, ressaltando que parou de comprar este tipo de produto depois de várias experiências negativas. De acordo com dados do Inmetro, frangos e pescados congelados apresentam percentual de irregularidade entre 3% e 4%, índice levemente superior ao da maioria dos produtos.

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