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23/06/2011 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Onze acusados de 'embolsar' 2 milhões do BB


Equipes da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Drcvo) prenderam ontem, durante a operação “Cash Break” (Caixa quebrado), 11 pessoas acusadas de envolvimento no desvio de pagamentos de títulos precatórios de funcionários públicos do Estado do Pernambuco. Utilizando procurações e documentos falsos, a quadrilha desviou indevidamente cerca de 2 milhões de reais do Banco do Brasil que foram sacados no município de Novo Repartimento, no sudeste paraense.

Entre os presos está o vice-prefeito de Novo Repartimento, Roberto Aparecido dos Passsos. Além do vice-prefeito foram presas outras 10 pessoas: o empresário Dorgival Francisco da Silva; a esposa dele e também empresária Glaucione Ferreira da Silva; a empresária Etelvina Carvalho da Silva; Antonia Lemos Braga de Moraes, gerente do Banco do Brasil; o marido da gerente, Marivaldo de Moraes e Silva; o comerciante Marcleison Brandão de Oliveira; a empresária Marta Íris Ribeiro de Souza; Beethoven dos Santos; Diogo Costa Carvalho e Israel Francisco da Silva, preso por porte de arma, mas que não estaria diretamente envolvido com a fraude.

A maioria das prisões ocorreu em Novo Repartimento. Apenas o vice-prefeito Roberto Passos foi preso em Belém. Ele se encontrava na capital paraense participando de um congresso de prefeitos, mas foi preso logo no início da manhã em um hotel no bairro de São Brás. Diogo Carvalho foi preso em São Luís do Maranhão e com ele os policiais encontraram um chip contendo informações a respeito da fraude. Foi apreendido ainda um veículo SW4 com Diogo. Beethoven dos Santos foi preso em Marabá.

Apenas Dorgival, Marta Íris, Etelvina Carvalho e Antonia Moares foram apresentados na tarde de ontem na sede da Drco, na travessa Vileta, no bairro da Pedreira. Os demais presos só chegariam em Belém na noite de ontem. O vice-prefeito de Novo Repartimento, Roberto dos Passos, foi o único que falou com a imprensa. Ele negou as acusações de envolvimento na fraude e disse que desconhecia as razões pelas quais havia sido preso.

DEFESA

Roberto Passos falou sobre as acusações. “Eu não tenho o que falar das acusações porque eu ainda não sei o que é. A polícia ainda não passou por nós. Vou me defender em juízo. Não sei nem de onde vem. Conheço a gerente do Banco do Brasil, é minha amiga, gente direita demais”, disse o vice-prefeito.

Ezequias Mendes Maciel, advogado dos quatro acusados apresentados na Drco, falou sobre as prisões. “O que nós temos é o mandado de prisão. A motivação do mandado de prisão ainda não conhecemos. É preciso ter acesso aos autos, mas ainda não foi autorizado pela delegada que preside o inquérito. Ainda é muito cedo para dizer alguma coisa, posteriormente estaremos divulgando algumas informações, qualquer coisa dita agora é muito abstrata”, afirmou Ezequias.

OS MILHÕES

O delegado João Bosco Rodrigues, diretor da Polícia Especializada, informou que o esquema montado pela quadrilha foi descoberto pelo Sistema de Segurança do Banco do Brasil em meados de fevereiro passado. O banco detectou que o dinheiro referente a pagamentos de precatórios, que são ações indenizatórias a serem pagas em Recife, capital de Pernambuco, estavam sendo sacadas em Novo Repartimento.

Através de uma auditoria interna descobriu-se que os saques indevidos eram feitos com procurações e documentos falsificados por pessoas que não tinham envolvimento nenhum com as ações originais. Segundo o delegado João Bosco, era a gerente do BB de Novo Repartimento, Antonia Lemos de Moraes, que supostamente repassava as informações e quais eram os documentos necessários para efetuar os saques.

Assim que o Banco do Brasil detectou o problema, comunicou à Drco. “Assim que os reais beneficiários procuraram as agências para receber o valor das ações que tinham direito, não havia mais dinheiro. O banco foi obrigado a ressarcir o dinheiro desviado”, explicou Bosco.

O delegado disse ainda que as investigações tiveram início, mas ainda demoraram a prosseguir devido à necessidade de aguardar as autorizações da Justiça para a quebra dos sigilos fiscais, bancários e telefônicos dos envolvidos.

Mas ontem pela manhã, logo depois de 6h, a operação “Cash Break” foi posta em andamento. As prisões foram coordenadas pela delegada Beatriz Oliveira da Silveira, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT), e o delegado Ivanildo Pereira dos Santos, diretor da Drco. Além das prisões foram apreendidos cinco veículos de luxo e uma moto.

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