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20/06/2011 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude em plantões médicos pode envolver mais 50 pessoas, diz MP

Por: Roney Domingos

Segunda fase de investigações vai buscar beneficiados pelo esquema. Reportagem do Fantástico mostrou desvios em hospitais de SP.

A promotora responsável pela investigação do esquema de fraudes em escalas de plantões médicos que aconteciam no Hospital Regional de Sorocaba, no interior de São Paulo, disse nesta segunda-feira (20) que, além das 12 pessoas indiciadas no inquérito, mais 50 podem ter sido beneficiadas pelas irregularidades.

Após as denúncias, que foram ao ar no Fantástico deste domingo (19), o secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, Jorge Roberto Pagura, pediu demissão. Na manhã desta segunda-feira, o coordenador de Serviços da Saúde de São Paulo, Ricardo Tardelli, também deixou o cargo após a divulgação de gravações feitas com autorização da Justiça. Segundo a polícia, Tardelli tinha conhecimento da fraude em hospitais. O movimento era intenso nesta segunda na delegacia do Grupo Antissequestro de Sorocaba, onde as investigações se concentram.

"Temos a investigação dividida em duas fases. Na primeira fase, que é esta em que estamos no momento, procuramos pegar os principais alvos desse esquema. Posteriormente tem uma segunda fase onde nós vamos partir para aqueles que se beneficiaram com todo esse esquema. Não está descartada a possibilidade de atingir um nível de 40 a 50 pessoas", disse Maria Aparecida Castanho, promotora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). De acordo com os promotores, dezenas de testemunhas se apresentaram espontaneamente para dar mais informações sobre o esquema.

"Há um fator extremamente positivo com relação a pessoas que sem nenhuma convocação estão vindo aqui nos prestar importantes informações", afirmou. Até a tarde dessa segunda-feira, oito pessoas permaneciam presas, três haviam sido soltas após prestar depoimento e uma conseguiu deixar a prisão após decisão judicial.

A promotora disse que os suspeitos presos estão sendo indiciados por crimes como falsificação de documentos, desvio de dinheiro público e formação de quadrilha. De acordo com a promotora, as investigações se reportam aos últimos três anos, para que não percam o foco, mas não há prazo previsto para que elas sejam concluídas. "Com três anos já está um monstro essa investigação." A lista pode ir além. "Existem outros crimes que dizem respeito à lei de licitações públicas. Existe um complexo de fatos de documentos e de provas que temos de arregimentar."

Tardelli pode ser chamado a depor em Sorocaba, segundo a promotora. "Ele é investigado. Nós vamos investigar todos os que forem apontados como possíveis autores desses crimes." Quanto a Pagura, a decisão caberá ao procurador-geral de Justiçca. "Nós vamos encaminhar os materiais que foram apreendidos aqui para o procurador-geral de Justiça e ele que vai avaliar se vai continuar ou não. Porque até agora, para nós, doutor Pagura é secretário de estado e nós não temos atribuição para investigá-lo. Quem tem é o procurador-geral."

Maria Aparecida Castanho afirmou que o fato de os médicos não baterem ponto eletrônico colaborou para o esquema de fraudes. "Era uma falha no sistema da secretaria", afirmou. "Foi importante essa colocação da secretaria, de colocar ponto eletrônico e fazer auditoria nos hospitais. Isso vai acabar levantando que não era só no regional que isso acontecia."

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