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23/08/2007 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilhas de golpes de indenizações judiciais agiam também em MG e no RS


SÃO PAULO - A quadrilha que agia contra pessoas que tinham indenizações judiciais a receber, desbaratada nesta quinta-feira pela Polícia Civil de São Paulo, atuava em outros estados brasileiros, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os golpistas - que estavam na capital, em Guarulhos e na Praia Grande - fingiam ser promotores, advogados e funcionários de um fórum paulista. Outras duas quadrilhas de crimes contra os cofres públicos foram desbaratadas em São Paulo nesta quinta-feira.

De acordo com a polícia, os bandidos do caso das indenizações judiciais usavam papéis com o timbre da justiça, falsas telefonistas treinadas para usar linguagem jurídica e contas de banco abertas em nomes de laranjas para receber o dinheiro das vítimas. Eles mandavam uma carta à residências das vítimas com m informações de uma ação popular contra fundos de pensão falidos. A correspondência diz que a ação foi aceita e que a pessoa tem muito dinheiro para receber. A carta ainda mostrava o número de um telefone e o horário que a pessoa pode ligar, das 9h às 13h. Mas esse é justamente o horário em que o fórum está fechado.

Uma das quadrilhas, segundo a Polícia, se passava por funcionários do maior fórum de São Paulo, o João Mendes, no centro da cidade. No litoral paulista, criminosos de uma outra quadrilha que aplica o mesmo golpe se passam por advogados.

Os criminosos sabiam que milhares de pessoas contribuíram durante anos para ter uma pensão vitalícia durante a velhice, mas até hoje não receberam o dinheiro. As quadrilhas tiveram acesso aos cadastros desses fundos liquidados pelo Banco Central e usam a informação privilegiada para aplicar os golpes. As vítimas são pessoas que esperavam há mais de dez anos por uma resposta da justiça.

Em todo o país há milhares de vítimas. Ao receberem as correspondências eles ligavam imediatamente para os golpistas. Os criminosos passavam informações falsas do processo e de como o dinheiro poderia ser resgatado.

- Tome nota que eu vou estar lhe passando...Número do processo: 105.033.389.94. Valor de R$ 42.390,17 - dizia o estelionatário.

- E no caso, isso aí demora quanto tempo? - dizia a vítima.

- De um a três dias úteis após, no caso, o meu pedido aqui, a minha petição ao juiz - falava o criminoso.

Para manter as vítimas iludidas, os golpistas pediam para que elas acompanhassem o andamento do processo na internet, em páginas como a do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, de onde era oriundo o processo. Para receber a quantia, as pessoas são orientadas a depositar em contas de pessoas ligadas à quadrilha os valores referentes aos custos judiciais do processo.

Uma das vítimas, um comerciante que não quis se identificar, foi convencido a fazer um depósito de 10% do valor que tinha para receber.

- Me disseram: 'O senhor faz o seguinte, o senhor me liga amanhã cedo que eu vou mandar descer a sua pasta e vou passar os valores para o senhor'. Eu falei tudo bem. No outro dia eu liguei no horário que ele pediu. Dava um total, dava R$ 18.800 e uns quebrados. Eu depositei R$ 1.898,65 - conta.

Uma outra vítima, de Minas Gerais, depositou para a quadrilha R$ 40 mil. O dinheiro prometido não apareceu e a vítima apelou para os falsos advogados. Os golpes eram aplicados há 12 anos. A polícia tinha dificuldade para encontrar os criminosos porque eles montavam escritórios e se mudavam com freqüência. Para falar com as vítimas só usavam celulares. Mas neste mês, policiais civis de São Paulo descobriram quem estava por trás dos crimes. Um dos grupos foi preso em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, no último dia 16.

Na casa do chefe da quadrilha estavam listas com nomes das vítimas, telegramas prontos para serem enviados, dinheiro e motos. Tudo foi apreendido. As investigações mostraram que o homem que atendias as ligações como se fosse os promotores Carlos Alberto de Alcântara Figueiredo ou Ricardo Mansur Salomão é Marcos Aurélio Orlandine.

- Nós temos recuperado alguns bens dos estelionatários. Isso vai ficar tudo preso no processo e depois os advogados das vítimas podem tentar reaver esses bens como forma de diminuir o que eles perderam - diz o delegado Fábio Pinheiro Lopes.

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