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25/08/2007 - Jornal a Cidade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha tinha base em Ribeirão Preto


A quadrilha de falsos promotores, presa no dia 16 de agosto em Ribeirão Preto, tinha base na cidade. Seus integrantes não têm relação com as dez pessoas presas pelo mesmo crime anteontem, em São Paulo. Segundo o delegado Fábio Pinheiro Lopes, da Delegacia de Repressão a Estelionato do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), a maneira de agir das duas quadrilhas era muito parecida, porém não há relação nenhuma entre os integrantes.
“Foram duas quadrilhas diferentes. A de Ribeirão Preto enviava os telegramas postados, enquanto a de São Paulo os fazia fonados. Outra diferença é que em Ribeirão, o estelionatário se identificava como promotor e em São Paulo eram falsos advogados”, disse o delegado.
Lopes explicou que Marco Aurélio Orlandini, morador no conjunto Alexandre Balbo, era o chefe da quadrilha de Ribeirão Preto. A função da esposa dele, Gleidicimara Almeida dos Santos, era fingir ser secretária do Fórum, atendendo telefonemas das vítimas e repassando para Orlandini.
Jucélia Tereza de Carvalho, também presa no dia 16, era responsável em depositar o dinheiro das vítimas em contas de terceiros. O último preso, Ricardo Ferreira de Castro, era um dos laranjas do esquema e vários depósitos foram feitos em sua conta no banco.
A quadrilha agia havia pelo menos dois anos e pode ter lesado duas mil pessoas.
Lopes não informou quanto os estelionatários lucraram com o esquema, mas estima-se que sejam aproximadamente R$ 5 milhões. Não há informações de vítimas em Ribeirão Preto.

Escutas telefônicas iniciaram investigação

O delegado do Deic, Fábio Pinheiro Lopes, explicou que chegou até a quadrilha por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Segundo ele, várias vítimas já tinham procurado a delegacia para denunciar o golpe e o Ministério Público também havia feito uma reclamação formal pedindo uma investigação.
“Mesmo com a quadrilha usando telefones celulares e com contas pré-pagas, conseguimos chegar até os números e fizemos as escutas. A partir daí, iniciamos as investigações e descobrimos que eles estavam em Ribeirão Preto”, explicou.
Lopes informou que Orlandini usava os nomes de Carlos Alberto de Alcântara Figueiredo e Ricardo Mansur Salomão. Os estelionatários fraudavam despachos do Tribunal de Justiça, enviavam correspondências à casa dos pensionistas, supostamente orientando-os a como agir para receber os valores.
O golpe se concretizava quando as pessoas eram orientadas a depositar em contas bancárias de pessoas da quadrilha os valores supostamente referentes ao pagamento das custas processuais.

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