Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

16/06/2011 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF prende 9 em ação contra desvios da reforma agrária em SP

Por: Cícero Affonso


O chefe da Delegacia de Polícia Federal de Presidente Prudente (a 558 km de São Paulo), Ronaldo de Góes Carrer, que coordenou a operação que prendeu nesta quinta-feira nove pessoas ligadas ao movimento dos trabalhadores sem terra, divulgou nesta quinta-feira que os motivos das prisões seriam crimes de estelionato, extorsão, peculato, apropriação indébita, crimes contra o meio ambiente e formação de quadrilha.

A Operação Desfalque prendeu cinco homens, entre eles, entre eles, o líder dissidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha Júnior, e quatro mulheres. Eles serão mantidos presos temporariamente por pelo menos cinco dias, período que pode ser revogado por mais cinco, até a conclusão do inquérito.

A ação, que teve início na madrugada de hoje e se estendeu até por volta de 12h30, foi centralizada em Presidente Prudente. No entanto, as investigações ocorreram nas cidades de Andradina, Araçatuba, Euclides da Cunha Paulista, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Sandovalina, Teodoro Sampaio, Presidente Prudente e São Paulo.

"Foram mais de dez meses de investigações que culminaram com o indiciamento dos detidos e ainda a apreensão de diversos documentos, computadores e um veículo, que, ao tudo indica, foi adquirido com dinheiro arrecadado de forma ilícita", disse o delegado.

Rainha e uma das mulheres presas teriam sido detidos na casa de um amigo, localizada no bairro Jardim Paulista, em Presidente Prudente. "Nenhum deles ofereceu qualquer resistência. Foram conduzidos até a Delegacia da Polícia Federal e depois encaminhados, os homens para a cadeia pública de Presidente Venceslau e para a Sede da PF em São Paulo e as mulheres para as cadeias públicas da região", afirmou Góes.

De acordo com a Polícia Federal, as nove pessoas são investigadas sob a acusação de fazerem parte de uma organização criminosa que estaria usando a bandeira da reforma agrária para vantagens próprias. Através de pessoas jurídicas, eles teriam montado associações, cooperativas e institutos, que seriam presididos por pessoas de confiança dos líderes para gerir os recursos.

De acordo com as investigações, essas pessoas ficavam encarregadas de receber o benefício dos programas sociais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que deveriam ser repassados aos assentados, o que não acontecia. Os líderes teriam se apropriado da maior parte dos recursos, configurando apropriação indébita.

Ainda conforme a PF, o crime ambiental é por conta da Extração irregular de eucalipto e pinos em uma área de preservação permanente na região de Araçatuba. A madeira teria sido vendida e o dinheiro embolsado pelos líderes.

Já o crime de extorsão se deve a denúncia de que alguns líderes teriam ameaçado fazendeiros de áreas invadidas para fazer-lhe ameaças de mais danos, condicionando o fim das ações ao pagamento de certa quantia, que seria retido pela liderança.

De acordo com a denúncia, eles ainda se apropriavam do dinheiro enviado pelo Incra para bancar as invasões sob a condição do movimento apoiar a manutenção de um servidor no cargo de chefia do Instituto.

Ainda durante as investigações, a PF descobriu que os integrantes da liderança recebiam cestas básicas do governo federal que deveriam ser repassadas aos acampados. No entanto, os alimentos teriam sido vendidos aos assentados.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 119 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal