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24/08/2007 - Alagoas 24 Horas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso mendigo tem até casa com DVD


Um falso mendigo em Uberlândia (MG) tem casa com geladeira, aparelho de som, TV e DVD, revelou ao G1 o promotor de Justiça Marco Aurélio Nogueira, que disse ter ido à casa do suposto pedinte. Há quatro meses envolvido em uma ação contra a mendicância na cidade, ele afirma que esse não é o único caso de pessoas que pedem esmolas sem precisar.

“Tem outro que finge ser portador do mal de Parkinson. Pede esmolas durante o dia, mas à noite joga carteado”, afirma o promotor. “Tem mendigo que tirava R$ 100 por dia, o que dá R$ 3 mil por mês. Outro caso, um homem recebia R$ 1.800 por mês, só pedindo dinheiro na rua.”

A Prefeitura da cidade, em uma ação conjunta com as polícias civil e militar, lançou uma campanha contra a mendicância em Uberlândia (MG). Mendigos que pedem esmolas são recolhidos e levados para a delegacia, onde são cadastrados.

Critérios para definir um falso mendigo

Segundo Nogueira, não existe um critério específico que é utilizado para saber se um mendigo é falso ou não. “Cada caso é analisado individualmente. Procuramos saber por que essas pessoas estão na rua, quais os verdadeiros nomes, se têm antecedentes criminais e de que lugares vieram”, afirma Nogueira. “O que mais impressiona é que fizemos um levantamento e constatamos que 90% deles são mendigos por profissão. Poucos realmente pedem por necessidade.”

Existem 250 mendigos em Uberlândia, mas apenas 50 nasceram lá, de acordo com o promotor. Alguns ainda não foram identificados e outros são naturais de São Paulo, Goiás, Paraná, estados do Nordeste e outras cidades mineiras. Nogueira disse que 12 serão processados por estelionato por serem falsos mendigos, mas nenhum vai responder por mendicância, que é contravenção penal e tem pena de 15 dias a três meses de prisão.

Os mendigos que realmente não tem para onde ir são encaminhados para um abrigo da prefeitura. “Existe um abrigo bem estruturado na cidade e quem realmente não tem para onde ir é encaminhado para lá. Não mandamos as pessoas embora simplesmente, a não ser que elas queiram ir”, afirma.

‘Patrulha Antiimportuno’

A Prefeitura tenta conscientizar a população para não dar esmolas e, em vez de oferecer dinheiro a um pedinte, contribuir com instituições de caridade. Segundo Nogueira, algumas pessoas reclamam que são xingadas e agredidas fisicamente quando negam dinheiro.

Existe um projeto para criar a ‘Patrulha Antiimportuno’ (PAI) em Uberlândia. O objetivo seria inibir a mendicância em áreas centrais e impedir atos violentos contra a população.

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