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15/06/2011 - Brazilian Voice Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Brasileiro é acusado de montar esquema de vistos nos EUA

Por: Leonardo Ferreira

Márcio Freitas, 44 anos, casado, residente em Shrewsbury (MA), enfrenta a acusação de montar um esquema ilegal que traficava outros brasileiros aos EUA.

O imigrante Márcio Freitas, 44 anos, casado e pai de 3 filhos, residente em Shrewsbury (MA), enfrenta a acusação de montar um esquema ilegal que traficava outros brasileiros aos EUA, as vezes cobrando US$ 10 mil extras para ajuda-los a conseguir vistos temporários de trabalho junto à companhias de jardinagem. A promotora pública Carmen Ortiz acusou Márcio de conspirar para cometer fraude desde 2003, quando ele supostamente pediu ao seu patrão, Hester Landscape de Northborough, para pedir ao Consulado dos EUA no Brasil por vistos temporários, segundo documentos apresentados em 30 de maio, na Corte Distrital em Worcester.

As autoridades suspeitam que Freitas estava ciente de que não haviam vagas para os trabalhadores nas companhias que os patrocinava e que os imigrantes que pagaram pelos vistos H-2B não tinham a intenção de retornar ao Brasil, segundo documentos apresentados pelo promotor público assistente David G. Tobin.

O advogado do brasileiro, Kevin A. Leeper, disse que seu cliente nega as acusações alegando que Freitas é um “homem pequeno” que não possui a autoridade de fazer solicitações em prol de trabalhadores estrangeiros. Ele disse que, quando Freitas era funcionário na Hester Landscape, o proprietário da companhia o pediu para recrutar seus conterrâneos e que Freitas não tinha ideia que os vistos poderiam ser fraudulentos.

“Ele conhecia pessoas em seu país que adorariam vir à América para trabalhar”, disse Leeper. “Ele deu (à companhia) os nomes. Isso não é ilegal”.

Richard Hester, proprietário da companhia, disse durante entrevista ao diário The Boston Globe que ele seguiu as leis quando solicitou os vistos para a contratação de trabalhadores sazonais. Ele acrescentou que seu negócio necessita constantemente de trabalhadores e assumiu ter pedido a Freitas para ajuda-lo no recrutamento de brasileiros.

“Não nos importamos de onde eles venham”, disse Hester. “Nós o pedimos para ajudar com os trabalhadores e ele fez o melhor que podia”.

Hester disse que demitiu Freitas há alguns anos porque ele tinha um emprego paralelo e, por isso, faltava muito ao trabalho na companhia de jardinagem.

Em 27 de maio, Freitas foi preso em sua residência, em virtude das acusações. A audiência ocorreu nesse mesmo dia na Corte Distrital de Worcester, sendo ordenado a comparecer à outra audiência em 6 de junho, pois foi considerado risco de fuga.

A porta-voz da Promotoria Pública Federal, Christina Dilorio Sterling, evitou fazer comentários sobre o caso, citando a política que impede comentários sobre casos ainda pendentes. As autoridades migratórias também evitaram comentar o caso.

Segundo as leis norte-americanas, estrangeiros estão proibidos de trabalharem no país a menos que obtenham vistos H-2B, que permite trabalhar em uma determinada estação, geralmente por menos de 1 ano.

O Consulado dos EUA em São Paulo entrevistou 94 brasileiros indicados por Freitas, segundo as acusações. Quarenta e seus deles entraram no país e 42 permaneceram depois que seus vistos venceram. Trinta e quatro deles nunca declararam salários pagos pela Hester Landscape.

Durante as investigações, um informante não identificado que trabalhava com os detetives contatou Freitas e perguntou sobre a possibilidade de trazer um tio do Brasil utilizando um visto de trabalho falso, segundo as acusações. Em maio de 2008, ele supostamente disse ao informante que tinha “três vagas abertas para pessoas virem do Brasil aos EUA” e disse ao informante que precisava de US$ 1 mil de entrada sem devolução. Na ocasião, conforme as acusações, uma brasileira de nome Sandra Ferreira obteve um visto de trabalho através de Freitas pela Hester Landscape. Depois de ser presa em março, ela disse a agentes federais que Freitas havia marcado uma entrevista na Embaixada dos EUA no Brasil e a instruiu sobre o que dizer durante a entrevista. Sandra disse que pagou a quantia de US$ 11 mil para receber os vistos para ela e 3 amigos, segundo as acusações.

No início de fevereiro, conforme as acusações, agentes federais interrogaram um segundo informante detalhou que Freitas ofereceu pagar US$ 20 mil para conseguir vistos através de outra companhia, cujo nome não foi citado na acusação, além de US$ 1 mil por cada nome de pessoas interessadas em conseguir vistos. O informante disse que Freitas cobrava US$ 10 mil pelos vistos de trabalho, segundo as acusações.

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