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16/06/2011 - Portal MS Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Meu chão acabou, diz mulher sobre advogada suspeita de golpes em MS

Segundo casal, Roberta Maciel disse que reduziria valor de parcelas de carro. Defesa diz que advogada teria transtorno bipolar e caso deve ser analisado.

Um casal residente em Campo Grande procurou a Polícia Civil para denunciar golpe em que foram lesados em R$ 2,8 mil. Eles teriam contratado uma advogada que reduziria o valor das prestações do automóvel financiado de R$ 650 para R$ 320 e descobriram que estavam em débito com o banco, correndo o risco de perder o veículo. O prejuízo total é de R$ 8,6 mil, já que tiveram que pedir ajuda a familiares e pedir empréstimo para poder quitar a conta.

Segundo o casal, a advogada contratada é Roberta Almeida Morel, 31 anos, que está sendo investigada na 2ª DP em outros quatro casos semelhantes, que envolvem estelionato e falsidade ideológica. Os cinco inquéritos abertos na delegacia apontam que ela pode ter se apropriado de R$ 50 mil. Roberta teria até falsificado assinatura de juízes e boletos bancários.

Transtorno

Roberta já responde a processo que tramita na 2ª Vara Criminal de Campo Grande, acusada de estelionato e falsificação de documentos. O advogado Joseph Georges Sleiman, que faz a defesa dela nesta ação, lembra que já foram expedidos dois mandados de prisão contra a advogada, um em fevereiro e outro em abril, mas ela ainda não se apresentou. “Sei que ela é considerada foragida, eu recomendo sempre que a pessoa se apresenta, mas vai dela se entregar ou não”.

Sleiman disse que o processo em tramitação na 2ª Vara está em fase inicial e, por isso, não poderia elaborar uma tese de defesa. Além disso, já que o processo está em segredo de justiça, não poderia comentar a acusação. O advogado acrescentou que a cliente teria transtorno bipolar e isso pode tê-la afetado.

O advogado explica ainda que as acusações não deveriam tramitar em processo criminal, já que ela pode não ter agido de má-fé, apenas recolheu o dinheiro para custear a ação e não há indícios de que não tinha intenção de protocolar.

Golpe

“Quando a gente descobriu que tinha caído nessa, meu chão acabou. Essa brincadeira de sete meses me custou R$ 5,8 mil que eu tive que caçar da noite para o dia”, disse Cláudia Arce Nazar, de 30 anos. A quantia é referente ao que ela e o marido, o radialista William Cesar Silveira Nazar, 31 anos, tiveram de levantar para pagar as prestações em atraso do carro e não ter o bem confiscado.

O prejuízo total, segundo o casal, é de R$ 8,6 mil, já que eles repassaram para Roberta a quantia de R$ 2,8 mil que seria usada para quitação do veículo, com base na alegada redução de prestação.

Roberta foi contratada por meio de recomendação de um tio. Cláudia conta que o parente já havia entrado com processo semelhante de redução de parcelas. Mais tarde, o casal descobriu que ele também foi vítima da suspeita de estelionato. “Eu até achei estranho porque (o processo) foi muito rápido. Pagamos em dinheiro com uma reserva que havíamos deixado para pagar o carro”, conta Cláudia.

Sem suspeita

Cláudia lembra que o escritório da advogada fica em um bairro em área nobre de Campo Grande. Era impossível, segundo o casal, desconfiar dela. “Ela falava o necessário e se vestia muito bem. Acreditei no jeito dela”, diz Cláudia.

Os documentos fraudados tinham o timbre da Justiça e até mesmo de agências bancárias. “Até boleto ela fez”, diz Cláudia. De acordo com as vítimas, quando a advogada foi confrontada a respeito da fraude, a guia de pagamento foi apresentada. “Ela disse que pagou o boleto e o dinheiro ia cair direto na nossa conta. Ela imprimiu na hora e até anotou o número do código de barra”, lembra.

O casal disse que só se deu conta de que teria sido vítima de suspeita de estelionato quando o tio, que havia recomendado a advogada, perdeu o carro e teve outros bens tomados pelo banco.

Para cobrir o rombo e cancelar as restrições no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o casal teve que fazer empréstimos com a família e agências bancárias para estabilizar novamente a situação financeira.

Investigação

O delegado Fábio Sampaio, da 2ª DP, conta que pelo menos oito vítimas da advogada registraram ocorrências na cidade entre dezembro de 2010 e março de 2011, alegando crimes de estelionato e falsidade ideológica. Os cinco inquéritos abertos na delegacia apontam que ela teria se apropriado de R$ 50 mil.

A advogada também enfrenta processo no Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS). De acordo com a entidade, ela recebeu suspensão preventiva em novembro do ano passado, mas ainda corre risco de expulsão.

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