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12/06/2011 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpes em nome da Polícia

Por: Emerson Rodrigues

Estelionatários usam nome da Polícia para chantagear familiares de pessoas presas e obter dinheiro em contas.

Utilizando o nome de delegados da Polícia Civil, de promotores e até de representantes do Poder Judiciário, bandidos estão aplicando golpes contra parentes de presos recolhidos nas delegacias especializadas e distritais da Grande Fortaleza.

Por telefone, os fraudadores entram em contato com os familiares dos detentos fazendo promessas de liberdade em troca do pagamento de uma quantia em dinheiro via depósito bancário. Quando comparecem às delegacias onde seus parentes estão detidos, descobrem que tudo não passou de uma fraude.

Há cerca de duas semanas, a Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) iniciou as investigações e já ouviu cinco pessoas, que foram enganadas pelos golpistas. No último fim de semana, inspetores que estavam de plantão nas delegacias distritais receberam telefonemas de pessoas utilizando nomes de delegados da Polícia Civil, tentando obter informações sobre os presos e seus parentes.

Vítimas

De acordo com o delegado Jaime Paula Pessoa Linhares, as primeiras vítimas surgiram após uma operação da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) que resultou na prisão de dez pessoas acusadas de abusar sexualmente de crianças e adolescentes. No dia das prisões, um mecânico irmão de um dos acusados (identidade preservada) recebeu uma ligação de um homem que se identificou como o titular da Delegacia de Capturas e Polinter (Decap).

O falso delegado disse à vítima que o parente dele seria transferido para o presídio. Para isso não ocorrer, ele teria que efetuar um depósito no valor de um salário mínimo em uma conta corrente. O golpista alegou que o sistema de informática para emissão do boleto da taxa da liberação judicial estava com problema.

Acreditando estar falando com uma autoridade e temendo pela integridade física do parente, o mecânico conseguiu dinheiro com amigos e efetuou o depósito. No dia seguinte foi até a Decap para apanhar o irmão e encontrar o ´delegado´. Ao chegar na delegacia descobriu que tudo não passou de um golpe.

No mesmo dia, a sobrinha de outro homem, preso por tentativa de estupro, recebeu um telefone semelhante. Ela também efetuou o depósito de cerca de R$ 500,00 na conta corrente informada pelo estelionatário e registrou a queixa na DDF.

Dois inspetores da Polícia Civil (identidades preservadas) ouvidos pela Reportagem afirmaram terem recebido ligações de pessoas afirmando serem delegados e servidores do Judiciário. "Não forneci nenhum dado e pedi o número deles para retornar a ligações, mas quando liguei de volta nenhum número fornecido funcionava", contou.

Linhares afirmou que além de dizerem que são ´delegados´, há denúncia de pessoas ligando paras delegacias afirmando serem promotores e servidores da Vara de Execuções Penais (VEP) e de Varas Criminais.

Eles solicitam a relação dos presos, assim como informações pessoais dos mesmos, como nome e número de telefones de parentes.

Alerta

"Queremos alertar que a Polícia, o Ministério Público e a Justiça não ligam fazendo cobrança de valores. Quem arbitra fiança é a Justiça, que, por sua vez, também não entra em contato por telefone com ninguém para pedir a realização de depósito, pois o pagamento de fiança não é feito dessa forma", alertou o delegado.

O titular da DDF trabalha agora para descobrir como os golpistas obtiveram os números de telefones dos parentes das vítimas. "Não descartamos nenhuma hipótese, mas sabemos que os estelionatários tem facilidade de obtenção de dados de vários tipos. É isso que estamos investigando", afirmou.

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