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07/06/2011 - O Jornal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Instituto de Identificação fecha o cerco contra fraudes de atletas Alagoanos


Alagoas sempre revelou grandes nomes para o futebol garimpados em campos de várzea e de terra batida, como Marta, Aloízio Chulapa e Souza. Hoje, vários campeonatos são organizados como vitrine na busca da nova promessa que possa render muitos gols e lucro financeiro. Mas, o que era para ser inocentes campeonatos de futebol entrou na mira do Instituto de Identificação (II) de Alagoas. O motivo, as inúmeras tentativas de responsáveis, técnicos e atletas em fraudar a confecção de carteiras de identidades dos jogadores.

Conhecido como “gato” no meio futebolístico, o golpe ocorre quando os jogadores solicitam a primeira cédula de identidade apresentando documentos falsos ou emprestados. A idéia é alterar a idade para menor, se enquadrar nos pré-requisitos exigidos pela organização do campeonato para conseguir participar dos jogos.

Para a Diretora do II, Madalena Cardoso, a tentativa ocorre porque as pessoas pensam que o órgão trabalha apenas na confecção e emissão de carteiras de identidade. A diretora garante que para ocorrer à liberação do documento existe todo um processo complexo e principalmente seguro realizado pelos papiloscopistas alagoanos.

“Dentro do instituto funciona o setor de papiloscopia, grande aliado no combate a falsificações e outras ações criminosas. Ele impede a ação fraudulenta através das análises das impressões digitais das pessoas que desejam ter mais de um número de identidade, como também identifica criminosos e cadáveres”, explicou Madalena.

Luciane Alencar, Chefe do setor de papiloscopia do II de Alagoas, explicou que antigamente os papiloscopistas utilizavam o método de comparação visual das digitais em cartões de papel, uma técnica passível de falsificação. Em 2003, isso mudou com a implantação do Sistema automatizado de Identificação (AFIS), recurso digital que classifica e realiza o confronto das impressões digitais dos candidatos existentes.

“Quando são descobertos, o responsável é processado e os jovens têm sérias dificuldades para regularizar a documentação, tanto que tirou a carteira, quanto aquele que emprestou os documentos. Alguns jovens rasgam as carteiras falsas pensando que vão ficar livres de serem pegos. Rasgar não adianta. O sistema tem tudo registrado e vai dificultar a retirada da identidade verdadeira”, avisa.

Ainda segundo Luciane, de janeiro a início de junho, mais de setenta casos de tentativa de fraudes foram confirmados. Os casos dos atletas são em maior número, porém não são os únicos, existem outros tipos de fraudes bastante curiosos, como alguns idosos que tentam retirar mais de uma identidade para obter duas aposentadorias.

“Em concursos, vestibulares também é assíduo a tentativa de fraude. Em ambas as ocorrências, quando o impostor é descoberto, recolhem-se as digitais do suspeito e o setor de papiloscopia confronta com as demais existentes no sistema descobrindo a verdadeira identidade do candidato que é processado”, explicou Luciane.

O uso de documento falso é considerado crime previsto no artigo 304 do Código Penal com pena de um a cinco anos de prisão e multa. Nos casos dos jogadores, quando descoberto o “gato”, o atleta ainda corre o risco de ser suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva.

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