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02/06/2011 - Zwela Angola / Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Justiça congela 10 milhões no caso de burla a Angola

Por: Carlos Rodrigues Lima


O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) congelou 10 milhões de euros à ordem de um processo que visa apurar suspeitas de burla a Angola.

De acordo com informações recolhidas pelo DN, foram identificadas várias contas bancárias em Portugal - de particulares e empresas - que terão recebido milhões de euros do Estado angolano. Por isso, o Ministério Público avançou com o congelamento das verbas de forma a que, caso os arguidos venham a ser condenados, o dinheiro esteja disponível para ressarcir os angolanos.

A investigação em curso, realizada pela secção de burlas da Directoria de Lisboa da Polícia Judiciária, pretende recolher provas sobre os eventuais beneficiários de um esquema de burla e falsificação de documentos que, nos últimos anos, terá lesado Angola em vários milhões de euros. Fontes conhecedoras do caso adiantaram ao DN um valor: 300 milhões, mas admite-se que este número possa disparar.

Tudo se terá passado com a conjugação de esforços entre um grupo de empresários portugueses e quadros do Banco Nacional de Angola: Que terão conseguido conceber um esquema que passaria pela falsificação de ordens de pagamento por parte do BNA para os portugueses. Supostamente para pagar produtos adquiridos pelo Estado angolano.

Só que a maior parte desses produtos nunca chegou a solo angolano. Outros, por sua vez, eram completamente fictícios, como uma encomenda de limpa-neves. O dinheiro, segundo apurou o DN, saiu da conta do Banco Nacional de Angola no Banco Espírito Santo de Londres. Quando esta começou a apresentar valores muito baixos, o próprio BES terá alertado as autoridades angolanas. Ao que o DN apurou, o esquema terá durado vários anos e passado de uns empresários para outros.

Depois de identificados os movimentos financeiros da conta em Inglaterra, os angolanos chegaram à conclusão de que o destino do dinheiro foi Portugal. Por isso, decidiram apresentar, na Procuradoria-Geral da República, uma queixa-crime, na qual terão denunciado nomes de pessoas e empresas envolvidas. Angola é representada neste processo pelo escritório de advogados de José Ramada Curto. Este advogado - contactado pelo DN, mas recusando-se a fazer qualquer tipo de comentário sobre o caso -, recorde-se, já tinha defendido o Estado angolano num caso que o opunha a dois empresários e a um advogado português.

Em causa estava a transferência de dinheiro angolano para Portugal com o objectivo de compra de acções do Banif.

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