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22/08/2007 - Diário de Natal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF prende clonadores


A Polícia Federal desbaratou ontem uma quadrilha especializada em furtar senhas de cartões de crédito e de correntistas de bancos via internet para utilizar os dados em cartões falsificados. No total, foram expedidos 29 Mandados de Prisão e 41 Mandados de Busca e Apreensão a serem cumpridos em cinco estados da Federação (Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará).

Batizada de operação Colossus - em alusão ao computador usado na II Guerra Mundial pelos ingleses para decifrar os códigos da inteligência nazista - as investigações iniciadas em janeiro revelaram que a base da quadrilha era em Natal e existiam ramificações da quadrilha em outros estados do País. Além disso, foi descoberto que o bando era muito bem organizado e com tarefas delegadas a cada um dos integrantes. 200 policiais federais do Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro participaram da operação.

De acordo com o superintendente em exercício da Polícia Federal no Estado, delegado Rômulo Berredo, a quadrilha se dividia em dois grupos com finalidades determinadas. ‘‘Tinham os hackers e crackers num grupo e no outro estavam os clonadores de cartões’’, disse.

Uma parte responsável por espalhar e-mails falsos onde eram enviados vírus capazes de capturar dados bancários dos usuários. ‘‘Eles usavam o nome de instituições públicas para solicitar informações ou então enviavam e-mails com nome desconhecido. A partir do momento que a pessoa abre esse arquivo, o vírus se instala na máquina e começa a transferir os dados para o hacker’’, explicou.

O vírus usado pelos hackers - conhecido como Cavalo de Tróia - só era ativado a partir do momento que o usuário estivesse no site de algum banco ou administradora de cartões fazendo uso de seus dados naquela página eletrônica. ‘‘Para se ter uma idéia, só este ano uma administradora de cartão teve um prejuízo no valor de R$ 1,2 milhão por conta desses crimes virtuais’’, informou Rômulo Berredo. ‘‘É um golpe que não tem fronteiras’’, completou. Ele declarou que ‘‘esse crime acontece com frequência. São várias denúncias de fraudes pela internet que chegam à Polícia Federal’’.

A outra vertente da quadrilha era especializada em roubar trilhas de cartões de crédito para que outros fossem confeccionados a partir dos dados colhidos. Nesse esquema, os integrantes do bando usavam um equipamento conhecido como ‘‘rato’’ ou ‘‘isqueiro’’, que faz a leitura dos dados inseridos no cartão de crédito da pessoa.

Os dados obtidos pelo ‘‘rato’’ eram enviados ao Rio de Janeiro onde eram confeccionados os cartões com dados de outras pessoas. ‘‘Eles tinham uma preferência pelos cartões de crédito internacionais utilizados por estrangeiros’’, afirmou. Rômulo,que também é delegado executivo da PF, declarou que há, inclusive, uma investigação internacional para apurar o uso desses cartões clonados.

Rômulo Berredo denunciou que ‘‘a quadrilha contava com a ajuda de funcionário do estabelecimento onde os dados eram obtidos’’. ‘‘Não havia outra forma de conseguirem se não fosse assim’’, disse. Ele citou o exemplo de quando a pessoa entrega seu cartão para que seja levado até a máquina de crédito em qualquer estabelecimento. ‘‘No trajeto até a máquina, o funcionário pode passar discretamente o ‘rato’ no cartão e copiar os dados’’, contou.

Na trilha do cartão, não consta a senha do cliente. Dessa forma, é necessário outro artifício para conseguir a combinação secreta para aquela trilha. ‘‘Na clonagem, eles copiam a trilha e roubam os cartões. Já os crackers capturam os dados bancários e invadem as contas’’, explicou Berredo.

Ele aconselha que as pessoas sejam mais vigilantes quando forem realizar compras usando cartões de crédito. ‘‘Sempre que puder, as pessoas devem acompanhar o momento em que seu cartão é passado na máquina para evitar dores de cabeça no futuro’’, disse.

O chefe da Unidade de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Adalton Martins, ressaltou o trabalho desempenhado no combate aos crimes na internet e alertou os usuários para ter cuidado ao ‘‘navegar’’ por determinados sites possam abrir arquivos comprometedores e que roubem seus dados.

Com relação a continuidade das investigações, o superintendente em exercício frisou que o trabalho vai ser mantido e agora será iniciado o parte de análise dos materiais apreendidos com a quadrilha.

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