Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

06/06/2011 - Notícias de Aveiro Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-bancário escapa a prisão por desfalque de quatro milhões para clube de futebol

Antigo sub-gerente desviou da instituição onde trabalhava cerca de quatro milhões de euros para o futebol profissional da Ovarense, onde foi dirigente, mas não vai cumprir tempo de cadeia.

O Tribunal da Relação do Porto (TRP) julgou parcialmente procedente o recurso interposto do acórdão da primeira instância, confirmou a advogada de defesa, Dália Martins.

Manuel Miranda, antigo presidente da Associação Desportiva Ovarense (ADO), tinha sido condenado a sete anos e meio de cadeia efectiva por crimes de burla informática (3), falsificação de documentos (1) e administração danosa (1).

A Relação veio agora absolver o antigo bancário do crime de administração danosa e julgar verificado apenas um crime de falsificação de documento, em concurso aparente com o apurado crime de burla informática.

O ex-presidente da ADO foi condenado a cinco anos de prisão, suspensa por igual período com a obrigação de acompanhamento pelo Instituto de Reinserção Social (IRS) e o pagamento directamente à CCAM de 30 mil euros.

A advogada Dália Martins aceita a decisão, por ir ao encontro da postura que o seu cliente manteve durante o julgamento. “Congratulamo-nos com este resultado, atendendo à colaboração dada pelo senhor Manuel Mirada na descoberta da verdade, reconhecendo os factos de que era acusado”, disse.

O acórdão da Relação julgou também procedente o recurso interposto pelo arguido Carlos Brás, ex-tesoureiro da ADO condenado a três anos de prisão (suspensa) por burla informática em cumplicidade, e determinar o reenvio do processo para novo julgamento parcial.

Os restantes três arguidos, todos ex-directores do clube, tinham sido absolvidos na primeira instância do crime de burla informática em cumplicidade na primeira instância.

Empréstimos fictícios

O desfalque bancário foi levado a cabo com um esquema de empréstimos fictícios montado pelo principal arguido que acabaram por pagar despesas do futebol profissional da ADO, entre 1998 e 2004, não se tendo provado o uso de verbas em benefício pessoal.

O ex-bancário viria a demitir-se das funções profissionais em Junho de 2004, quando a burla foi descoberta na sequência de averiguações internas que conduziriam à sua detenção pela Polícia Judiciária.

É nessa altura que abandona também a presidência do clube que exerceu durante apenas um mês após a morte do anterior titular do cargo, o empresário de Ovar José Eduardo Oliveira.

Manuel Miranda assumiu ter utilizado o sistema informático e o seu código pessoal para lançar quase 800 empréstimos em mais de três dezenas de contas à ordem tituladas por diferentes clientes, e até duas contas de falecidos, “a coberto de outros créditos” autorizados pela direcção bancária.

Aguentou o medo de ser descoberto, como viria a acontecer, porque tinha “esperança” de ser ressarcido financeiramente quando o clube vingasse um projecto imobiliário envolvendo terrenos para um novo estádio, que nunca chegou a tornar-se realidade.

Os mesmos cinco arguidos foram condenados, na instância cível, a pagar à CCAM quase sete milhões de euros (juros já incluídos), mas interpuseram recurso.

A aventura do futebol profissional da ADO, que chegou a lutar pela subida à primeira divisão à custa do financiamento ilícito, acabou em 2006.

Em Junho do ano passado, o Tribunal de Comércio da Comarca do Baixo Vouga determinou a liquidação do clube na sequência do processo de insolvência.

A venda de património, no qual se inclui o estádio de futebol Marques da Silva, aguarda, contudo, pelo reconhecimento dos créditos. De acordo com o gestor judicial, Elmano Vaz, o passivo já ultrapassa 9 milhões de euros.

Antigos atletas da equipa profissional extinta em 2005/06, funcionários, CCAM e Fisco figuram entre os principais credores.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 408 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal