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03/06/2011 - G1 / BBC Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Argentina investiga desvio de verbas na Fundação Mães da Praça de Maio

Denúncias apontam que ex-representante da entidade desvio dinheiro repassado pelo governo.

A Justiça argentina abriu uma investigação para apurar o possível desvio de verbas do governo destinadas à Fundação Mães da Praça de Maio, entidade de direitos humanos criada nos anos 1970 pelas mães de desaparecidos durante a ditadura no país (1976-1983) que queriam localizar seus filhos.

A investigação será sobre o ex-representante da Fundação, Sergio Schoklender, acusado de mau uso de dinheiro público e lavagem de dinheiro ao lidar com recursos que seriam usados para a construção de casas populares em um projeto da entidade.

Os jornais La Nación e Clarín informaram na quinta-feira que o ex-representante seria, segundo o Diário Oficial, dono da construtora contratada para a construção das casas.

As reportagens indicam que ele recebia, por meio da empresa, o dinheiro que era enviado pelo governo à fundação e que leva uma vida de luxo, com iate e aviões particulares.

Schoklender, que junto com o irmão Pablo teria deixado a entidade antes das denúncias, disse a jornais e TVs argentinos que nada fez de errado.

Kirchner

A Fundação passou a contar com recursos públicos no governo do ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007), continuando a receber as verbas na atual gestão, da viúva de Néstor, Cristina Kirchner. Os dois presidentes estabeleceram os direitos humanos uma de suas principais bandeiras.

As deputadas Elsa Quiroz (federal) e Maricel Etchecoin (provincial) receberam as primeiras denúncias contra Schoklender em maio do ano passado.

As parlamentares disseram à BBC Brasil que entregaram às autoridades ainda em 2010 as denúncias, mas só agora foi aberta a investigação. Elas afirmam que 'somente a Justiça poderá explicar' o que ocorreu.

'Nós não recebemos denúncia contra as Mães, mas contra ele (Schoklender), que comprou duas propriedades sem justificar de onde tirou o dinheiro e sem concluir os pagamentos', afirmou Quiroz.

Ela e Etchecoin dizem ainda que o representante da Fundação teria cometido outras irregularidades e que 'estranharam' que a investigação tivesse ficado parada durante mais de um ano.

'Nossa desconfiança não é em relação às Mães, mas em relação ao governo que não fiscalizou o dinheiro que liberou e que, pelo jeito, pode ter sido desviado', disse Quiroz.

Polêmica

O ministro do Interior, Florêncio Randazzo, disse que a Justiça deve investigar 'até as últimas conseqüências' se o ex-representante 'enganou' as Mães da Praça de Maio.

'A atitude dele não pode gerar dúvidas sobre uma entidade inquestionável, que é a das Mães', afirmou o ministro.

A presidente da entidade, Hebe de Bonafini, participou na quinta-feira da tradicional caminhada do grupo na Praça de Maio, em frente à sede da Presidência, a Casa Rosada.

'Há muito sangue derramado para se perder tempo com bobagens', disse Bonafini, no que a imprensa local interpretou como uma referência ao caso.

Procuradas pela BBC Brasil, as Mães disseram que não comentariam o assunto.

O caso gera polêmica na Argentina. O deputado provincial Fernando 'Chino' Navarro disse ao jornal Tiempo Argentino que 'existe uma campanha dos meios de comunicação contra a entidade e contra Hebe'.

Por sua vez, os irmãos Schoklender também são lembrados por terem sido condenados pelo assassinato de seus pais, em 1981, pelo que ambos já cumpriram pena. 'Sobre isso, já respondi na Justiça e não falo mais', disse Sergio Schoklender.

Nos últimos anos, ele apareceu publicamente ao lado de Bonafini, que perdeu dois filhos na ditadura, em diferentes ocasiões. Não foi divulgado o total de recursos do governo repassados à entidade.

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