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01/06/2011 - Jornal Stylo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia diz que apreendeu comprovantes de saques de mais de R$ 500 mil em contas de defuntos


A Polícia Civil, durante cumprimento de sete mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira, 01, na “Operação Inconfidente”, nos municípios de Palmas, Miranorte e Aparecida do Rio Negro, apreendeu diversos documentos, comprovantes de depósito, aproximadamente cinco computadores, quatro notebooks, um revolver, e duas espingardas.

Na ação, foram cumpridos Mandados de Busca e Apreensão, em Palmas, nas residências de Pedro Paulo Ferreira, Mário Ferreira Neto, Stalin Beze Bucar e no escritório de Raimundo Nonato Carneiro. Em Aparecida do Rio Negro, na residência de Viviane Raquel da Silva. Já na Cidade de Miranorte, na residência de Délio Ferreira Filho e ao escritório de Stalin Beze Bucar.

Durante entrevista coletiva à imprensa, realizada no fim da manhã, na Delegacia Estadual de Investigações Criminais Complexas – Deic, o titular Evaldo de Oliveira Gomes, explicou que foram apreendidos comprovantes de depósitos que devem provar a fraude que está sendo investigada na operação. “Foram apreendidos comprovantes de depósitos de saque em contas de pessoas que já faleceram nos valores de mais de 400, 300 e 500 mil”, disse.

O nome da operação “inconfidente” foi escolhido por ter sido a inconfidência de Vanthieu Ribeiro da Silva, da Comarca de Miracema, desaparecido no dia 20 de março de 2011, o corpo foi localizado às margens da Rodovia TO–010, no dia 25, e apresentava uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo na cabeça e estava amarrado com cordas.

Vanthieu fazia parte do grupo criminoso, que atuava no Fórum da Comarca de Miracema do Tocantins, o que pode ter motivado o seu assassinato. O serventuário da justiça foi morto supostamente como “queima de arquivo”. Por trás do esquema, havia colegas de profissão, uma Juíza de Direito, Promotora de Justiça e advogados.

Todo material apreendido será encaminhado para o Ministério Público. O caso deve ser encaminhado também para o Conselho Nacional do Ministério Público, o Conselho Nacional da Justiça – CNJ e para a Corregedoria do Tribunal.

A operação contou com a participação de 46 (quarenta e seis) Policiais Civis da Delegacia Estadual de Investigações Criminais Complexas – Deic, do Grupo de Operações Táticas Especiais - GOTE, e da Diretoria de Polícia do Interior. (Da Ascom/Segurança, Justiça e Cidadania)

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