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26/05/2011 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia apresenta quadrilha que clonava cheques

Por: Paula Pitta e Clarissa Pacheco


A polícia apresentou na manhã desta quinta-feira, 26, uma quadrilha especializada em clonagem de cheques presa em uma pousada na Barra, na terça-feira, 24. Os casais Franciele de Fátima Machado Luiz, de 23 anos, Vitor Yuri Duarte, 21, Marco Aurélio Rodrigues, 37, e Maria Aparecida Soares, 49, mineiros de Uberlândia, confessaram o crime, mas não deram detalhes de como conseguiam material para a ação.

Os estelionatários foram presos após a denúncia de um motoboy, que havia sacado um cheque clonado para Franciele em uma agência do Bradesco na Cidadela, também na terça-feira, segundo informou a polícia.

Trama - Ao chegar à agência, Franciele teria pedido que o rapaz descontasse o cheque porque ela estava sem documento de identidade. Ao saíram da agência, dois rapazes em uma moto levaram o dinheiro – cerca de R$ 3 mil – no crime conhecido como saidinha bancária. O motoboy chamou Franciele para ir até à delegacia prestar queixa, mas ela teria recusado.

Desconfiado, o motoboy disse ter visto Franciele sair do local em um Fiat Palio com dois rapazes. Ele anotou a placa do veículo e fez uma denúncia na 6ª CP (Brotas). Os agentes investigaram a placa do carro e descobriram que se tratava de um carro alugado no Rio Vermelho.

Com o endereço do locador – Marco Aurélio Rodrigues – a polícia chegou até a pousada na Barra e o prendeu junto com a esposa, Maria Aparecida. Ambos já haviam sido presos e condenados por estelionato. Em seguida, foram presos também Vitor Yuri e Franciele.

De acordo com a polícia, eles utilizavam um carro alugado porque bateram a S10 placa JZZ-4139 que utilizaram para chegar à Bahia, no último domingo, 22. O carro foi levado para uma oficina e já foi localizado pela polícia.

Os acusados ficaram detidos na 6ª CP até a manhã desta quinta-feira. De acordo com a polícia, as mulheres serão transferidas para a 9ª CP (Boca do Rio) e os homens, para a 1ª CP (dos Barris), onde ficarão à disposição da justiça. Eles serão indiciados por estelionato, formação de quadrilha e falsificação de documentos.

Investigação – De acordo com a delegada titular da 6ª CP, Maria Dail Sá Barreto, a quadrilha atuava há pelo menos um ano e já havia aplicado o golpe no Espírito Santo, em Minas Gerais e na Bahia.

A delegada acredita que Marco Aurélio seja o chefe da quadrilha, já que o material de falsificação foi encontrado com ele. Interrogado, Marco Aurélio negou e afirmou que veio apenas dirigindo o carro porque Vitor Yuri não tinha carteira. Yuri, no entanto, confirmou que Marco Aurélio chefiava o grupo.

Os cheques clonados eram dos bancos Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco Real e Banco do Brasil. Segundo a delegada, as folhas de cheque aparentam ser originais, o que levará a investigação a procurar saber de onde os cheques vieram e como eles saíram dos bancos. As equipes de segurança dos bancos serão chamadas para avaliar se as cédulas são originais.

Ação - Em depoimento à polícia, os acusados relataram que iam às agências bancárias e pediam o lugar na fila para pessoas que iriam descontar cheques. As pessoas diziam que precisavam sacar o dinheiro e eles, por sua vez, afirmavam estar atarefados, pagavam o valor do cheque e retinham o documento. Em seguida, saíam da agência, clonavam o cheque e pediam para terceiros descontarem o documento falsificado.

A clonagem era feita em folhas de cheque em branco, sem dados de clientes ou numeração. Os integrantes da quadrilha também treinavam a assinatura em pedaços de papelão, ainda segundo a delegada.

Com os acusados, foram encontrados 30 cartões de crédito, um RG falso com uma foto de Vitor Yuri, chip de celular, oito aparelhos celulares, R$ 270, um notebook, duas impressoras (usadas para impressão dos dados nos cheques) e duas cédulas de RG, com emissão na Bahia, sem dados de identificação.

Foram apreendidas ainda 134 folhas de cheque em branco, sendo 12 da Caixa Econômica Federal, 43 do Banco do Brasil (22 cheques especiais), oito do Banco Real e 71 do Bradesco (37 especiais), além de 31 cheques assinados.

A delegada Maria Dail recomendou que as pessoas evitem vender cheques ou fazer saques para terceiros. “Quando o cheque é vendido, ele pode ser utilizado por quadrilhas. E quando você saca um cheque e ele está clonado é o seu nome que fica registrado no banco”, afirmou.

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