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19/05/2011 - Portal o Taboanense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

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Por: Eduardo Toledo


A CPI que investiga as irregularidades na dívida ativa da prefeitura de Taboão da Serra realizou na manhã desta quarta-feira, dia 18, a terceira audiência para ouvir as testemunhas do desvio de dinheiro dos cofres municipais. O depoente, Aparecido Donizetti da Costa, responsável pelo CPD, onde são criadas e gerenciadas as senhas de acesso ao sistema, foi ouvido às 10h.

Segundo Donizetti, desde outubro do ano passado, foram criados critérios de acesso aos computadores, cada funcionário da prefeitura é cadastrado no sistema. “Ela [servidor] faz um cadastro e o seu secretário aponta os níveis de acesso que cada um pode ter”. De acordo com o depoente, o usuário não pode baixar alguns arquivos e nem mesmo mudar o papel de parede, tudo fica mapeado. “Sabemos que máquina fez o que, quem acessou, que horas e o que fez o que”.

Antes da criação de cada senha, o diretor da área tem que falar quais caminhos (áreas de acesso) o funcionário terá acesso. O funcionário tem que assinar um termo de responsabilidade, segundo explicou Donizetti. Os vereadores da CPI questionaram como duas senhas estavam sendo usadas sem o conhecimento do administrador do sistema.

“O sistema Conam não é de graça, ele é pago, custa milhares de reais para a população de Taboão da Serra e mesmo assim esse sistema falhou”, disse Paulo Félix. O vereador ainda lembrou os motivos da investigação. “Não estamos aqui concorrendo com a Polícia Civil ou com a Justiça, pelo contrário, não queremos reunir provas que a polícia já encontrou ou julgar quem a justiça já está julgando. Temos que verificar novos fatos, investigar como a fraude foi possível de ser feita”.

Senhas

Todas fraudes envolvendo a dívida ativa em 2011 foram feitas através de dois logins (cadastro do usuário): ‘zelda’ e ‘Lex’. Segundo Donizetti, o login ‘zelda’ não foi criado pelo sistema de informática da prefeitura. Ao ser questionado pelo vereador Olívio Nóbrega sobre quem criou o usuário e em que data, Donizetti disse que não sabia.

O outro login, ‘lex’, tem uma história tão estranha quanto. O usuário pertencia a uma funcionária aposentada, que está afastada há quase de um ano da prefeitura. “Ela, quando saiu, pediu pessoalmente o cancelamento da senha. Acontece que essa senha foi reaberta, mas não foi reaberta pela informática da prefeitura. Existem hackers em todo lugar”, justificou.

A falta de uma certeza em relação a criação dos logins usados para a fraude chocou os membros da CPI. “Quer dizer que as duas senhas são alienígenas? Qualquer um pode acessar? Parece que tem uma setinha dizendo clique aqui para levar o dinheiro da prefeitura. Existem um sistema falho, o sr. mesmo confirmou que existem duas senhas clandestinas. Estamos falando de um sistema do tesouro do município, que cuida de R$ 500 milhões”, questionou Félix.

Inconformado, Félix continuou a criticar: “É assombroso o que estamos acompanhando nesse depoimento. Como foi possível não detectar o que essas duas senhas estavam fazendo?”, questionou o vereador. Donizzeti, visivelmente sem reação, disse: “não posso responder isso, eu apenas libero a senha, quem pode te responder isso é a Conam”.

Donizetti ainda esclareceu que ao contrário do que foi divulgado pela mídia durante a investigação da Polícia, ‘zelda’, na verdade, é o login e não a senha usada para o acesso. “O sistema Conam só pode ser acessado por computadores cadastrados previamente, tem que ter o IP liberado pela empresa”, Segundo ele esse é o motivo porque não é possível entrar no sistema de qualquer lugar, em outros computadores que não são liberados, por isso a fraude era feita sempre de dentro da prefeitura.

Em relação ao login ‘lex’, que havia sido cancelado a pedido da ex-funcionária, Donizetti garantiu que o mesmo foi cancelado através da senha administrativa, só outra pessoa com acesso administrativo teve o poder de reativar esse domínio. “Eu não sei como isso aconteceu, não recebi nenhuma ordem para reativá-lo”, disse. Segundo ele, só a Conam possui os logs com a descrição de acesso de cada usuário, o que pode provar quem e quando reativou a senha.

Antes do final da oitiva, Paulo Félix ironizou. “A senha alienígena [zelda], ninguém sabe nada sobre ela. O ‘Chin Chan Chung’, lá da China, poderia baixar o IPTU dos moradores de Taboão da Serra. Isso é escandaloso”.

Na próxima quarta-feira, dia 25, Donizetti voltará a ser ouvido pela CPI. Seu subordinado, Rogério Godói, que também tem permissão para a criação de senhas, foi convocado para depor. Participaram da oitiva os vereadores Cido, presidente da comissão, Paulo Félix, relator, Valdevan Noventa, Olívio Nóbrega e Wagner Eckstein.

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