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20/05/2011 - UOL Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Duas mulheres foram presas por "vender" diplomas do ensino médio com suposto Enem

Por: Rayder Bragon


Duas mulheres foram presas por tentar "vender" diplomas de ensino médio na cidade de Arcos, localizada na região centro-oeste de Minas Gerais. Elas se diziam "representantes" do "Portal Enem" e foram detidas numa palestra por policiais infiltrados no encontro, que recebeu em torno de 30 pessoas.

De acordo com a polícia, os alunos deveriam estudar em kits vendidos a R$ 290 à vista, ou R$ 440 a prazo. Depois, os aspirantes ao diploma deveriam fazer uma prova e conseguir, pelo menos, nota 4. O processo de certificação do ensino médio é feito por órgãos oficiais, como secretarias estaduais de Educação ou por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino), aplicado pelo MEC (Ministério da Educação).

As mulheres foram presas em flagrante e levadas para a cadeia pública da cidade. Elas poderão responder por estelionato.

Segundo a assessoria da Polícia Civil do Estado, a delegada que cuida do caso não descarta a possibilidade de uma quadrilha estar por trás do golpe, já que foram apreendidos boletos, fichários com os nomes dos interessados e quase 100 kits contendo material didático com símbolos do governo federal.

Conforme a ocorrência, um jornalista recebeu panfleto que era distribuído em casas da cidade sobre a palestra. Ele desconfiou e alertou a polícia.

Promessa

A ocorrência destacou que a dupla presa prometia o certificado de conclusão do ensino médio a alunos que alcançassem ao menos a nota 4 no exame. Quem estivesse nessa situação poderia, ao cabo de 30 dias, solicitar o documento em qualquer secretaria de educação, prometiam as palestrantes.

Em outra frente, elas atiçavam o desejo dos interessados ao afirmar que eles poderiam se inscrever no Prouni (Programa Universidade para Todos) do governo federal e pleitear bolsas de estudos para os cursos superiores desejados.

As duas, segundo a polícia, estavam trajadas com camisetas nas quais estavam estampados os dizeres: “Portal Enem – Democratizando o Ensino para Todos – Enem e Prouni 2011”.

Segundo um policial civil que atendeu a reportagem do UOL Educação, testemunhas disseram que uma das palestrantes repetia a todo momento que quem adquirisse as apostilas, e se “esforçasse”, poderia ir direto da “8ª série para a faculdade”.

Outra forma de pressionar os interessados se baseou, segundo o policial, na afirmação de que, em 2012, somente quem fizesse o exame poderia se habilitar a concorrer em concursos públicos.

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