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17/05/2011 - Gazeta do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O golpe é velho, mas ainda pega

Por: Pedro Garcia


Embora seja praticado há décadas no Brasil, o chamado conto do bilhete ainda é motivo de preocupação para os órgãos policiais. A operação no último fim de semana que resultou na prisão de Roberto de Almeida, 30 anos, suspeito de liderar uma quadrilha especializada em estelionato, gerou alívio na Polícia Civil de Santa Cruz do Sul, que desde o ano passado investiga crimes do gênero registrados na cidade. Ainda que os casos não sejam de grande potencial ofensivo, por não envolver violência, uso de armas ou ameaças graves, o prejuízo patrimonial costuma ser alto.
A quadrilha foi desarticulada após a 1ª DP distribuir para todo o Estado, por meio de um sistema integrado, imagens capturadas por câmeras de estabelecimentos do Centro, que permitiram a identificação dos autores de golpes idênticos praticados em vários municípios. O órgão expediu mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, em Passo Fundo, e a ordem de prisão foi emitida pela DP de Candelária – onde uma vítima resistiu à ação e o acusado acabou levando uma bolsa à força, em ato que pode vir a ser qualificado como roubo.
Em Santa Cruz, os casos ocorreram em setembro do ano passado e abril deste ano. Ambos lesionaram as vítimas – mulheres de classe média com idade superior a 60 anos – em mais de R$ 20 mil, além de joias e outros bens. As abordagens aconteceram em ruas do Centro, em horário comercial, mas a Polícia suspeita que o perfil das vítimas vinha sendo estudado pela quadrilha durante os dias anteriores. “Elas foram escolhidas a dedo, provavelmente ao serem vistas saindo e entrando de suas casas ou pagando contas. Os criminosos apostam no raciocínio lento e na falta de cultura”, observa a delegada Ana Luisa Aita Pippi.
Mesmo que o roteiro do golpe seja conhecido, a Polícia entende que a qualidade da simulação tornou as situações críveis. O contato durou várias horas e começou com a aproximação de uma mulher, afirmando estar em posse de um bilhete premiado, que lhe garantiria acesso a um valor em dinheiro. Ela ofereceu parte do prêmio em troca de ajuda e de uma garantia. Um homem em trajes sociais entrou na conversa logo depois, se apresentando como empresário e dando sinais de conhecer bem a cidade, e se dispõe a prestar auxílio à senhora. Os sujeitos se tratavam, na verdade, de Almeida e sua mãe Nélia, 51 anos – que chegou a ser presa há alguns anos em Balneário Camboriú por conta do mesmo crime.
O grau de envolvimento das vítimas com a encenação foi tão grande que elas aceitaram ser acompanhadas pela dupla dentro de um carro até suas casas e agências bancárias para recolher os bens. “A aparência conta muito. Se aparece alguém bem apessoado, é difícil suspeitar e as pessoas acabam perdendo a noção do perigo”, pensa a delegada. Após o pagamento, os criminosos desapareceram. Em um dos casos, entregaram um pacote onde estariam R$ 100 mil e recomendaram que fosse aberto apenas em local seguro. No interior, porém, havia apenas papel.

QUADRILHA

Como forma de driblar as investigações, a quadrilha utilizava automóveis diferentes em cada abordagem e jamais estacionava em áreas cobertas pelo Rapidinho, para não correr o risco de ter o número da placa registrado. No diálogo, os criminosos utilizavam referências da cidade, inclusive nomes reais de funcionários da Caixa Econômica Federal. Após praticar o golpe, o grupo logo se afastava da cidade. A Polícia suspeita que mais pessoas tenham caído no conto.
A descoberta de medicamentos de alto risco na residência de Almeida gerou a hipótese de que as substâncias fossem utilizadas para sensibilizar as pessoas no decorrer das abordagens, mas os depoimentos das vítimas em Santa Cruz não deixaram margens para essa possibilidade. O suspeito justificou a presença dos remédios se dizendo portador de depressão.

Previna-se

• Esteja atento ao sair de bancos, lotéricas, joalherias e lojas.
• Se for abordado por um estranho, não dê atenção e jamais forneça informações pessoais.
• Caso haja insistência, vá até algum estabelecimento próximo e peça socorro.

O roteiro do golpe

A vítima é abordada por uma senhora de idade e aparência humilde, que pede ajuda para ter acesso a um valor em dinheiro garantido por meio de um bilhete premiado que carrega. Ela oferece parte do prêmio em troca do auxílio, mas solicita um pagamento como garantia.

Um homem em trajes sociais que estaria passando pelo local entra na conversa e se mostra sensibilizado com a situação. Para convencer a vítima, ele promete conferir as informações apresentadas pela senhora, simulando uma ligação para a Caixa Econômica Federal. Na verdade, está falando com um comparsa.

Os três vão em um carro até onde seria a residência do homem. Ele entra e volta minutos depois com uma bolsa com dinheiro, que seria a sua garantia. Depois, seguem até a casa da vítima e agências bancárias, para recolher dinheiro e bens.

Os bandidos dão alguma desculpa para abandonar a vítima e desaparecem. Às vezes chegam a entregar um pacote onde estaria a parcela do prêmio e pedem que, por razões de segurança, só seja aberto em casa. Na verdade, contém apenas papel.

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