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18/03/2006 - Diário de Natal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Italianos presos se dizem discriminados


Quatro italianos presos durante a operação da Polícia Federal denominada ‘‘Corona’’, em novembro do ano passado, convocaram a imprensa ontem para denunciar que estão sendo injustiçados e discriminados pela justiça brasileira. Há 140 detidos no presídio provisório da Zona Norte, os italianos - junto aos dois advogados que os defende - apresentaram diversos documentos que, segundo eles, provam que todos já deveriam estar soltos.

O porta-voz do grupo foi o italiano Vitor Ferrante, sócio da casa noturna Ilha da Fantasia, e que fala melhor o português. Ele era o mais revoltado com as ‘‘injustiças’’ sofridas por eles desde que foram presos. ‘‘O que parece é que esse é um caso político. A Polícia Federal está querendo mostrar serviço. Em mais de quatro meses de investigação não surgiu uma prova que sustentasse nossa prisão’’, desabafou o italiano.

Os italianos estão sendo acusados de lavagem de valores (reclusão de 3 a 10 anos); crime contra o sistema financeiro nacional (reclusão de 1 a 4 anos); crime contra a ordem tributária (reclusão de 2 a 5 anos); tráfico internacional de pessoas (reclusão 3 a 8 anos); tráfico interno de pessoas (reclusão 3 a 8 anos); casa de prostituição (reclusão 2 a 5 anos); quadrilha ou bando (reclusão 1 a 3 anos).

O advogado Jorge de Souza, que representa um dos italiano, afirmou que até o momento, a justiça não conseguiu nenhuma prova sobre os referidos crimes. ‘‘Recebemos um ‘nada consta’ da embaixada da Itália em Brasília afirmando que, na Justiça italiana, não há nenhuma relação entre os italianos presos com a organização criminal Sacra Corona Unita’’, disse o advogado.

Ferrante disse também que ele e seus companheiros estão sofrendo de discriminação por serem estrangeiros. ‘‘Tudo que acontece de errado nesta cidade, principalmente em Ponta Negra, é culpa dos estrangeiros. O dono de outra casa noturna do mesmo nível da Ilha da Fantasia, mas no outro dia ele foi solto. Será que é porque ele é brasileiro?’’, questionou Ferrante.

Sobre o crime de lavagem de valores, os italianos afirmaram que todo o dinheiro movimentado por eles no Brasil está documentado no Banco do Brasil. ‘‘Investimos em Natal tudo o que juntamos com anos de trabalho. Agora só porque nós conseguimos triplicar o faturamento da ilha da Fantasia, a Polícia Federal acha que é ilegal’’, lamentou Ferrante.

O advogado Jorge de Souza disse também que já fez mais de dez requerimentos para que os italianos respondessem em liberdade, mas todos foram negados. ‘‘O Estatuto do Estrangeiro determina que um estrangeiro só pode passar 90 dias detidos antes de julgado, enquanto eles já estão há 140 dias presos’’, reclama o advogado.

Além de Vitor Ferrante, os outros italianos presos no presídio provisório são: Simone de Rossi, Paolo Barzano e Salvatore Borrelli.

Memória

No dia 2 de novembro, a PF fez uma batida na casa noturna Ilha da Fantasia, em Ponta Negra, para cumprir o mandados de busca e apreensão e prisão. Foram 15 pessoas presas, entre italianos, brasileiros e um uruguaio. Deste, somente 5 italianos estão presos, 4 no presídio provisório e um em Alcaçuz. Duas mulheres estão presas em regime domiciliar porque estão grávidas. Uma delas, a mulher de Salvatore Borrelli, está grávida de gêmeos, a previsão é que ela dê a luz hoje na Promater.

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