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10/05/2011 - Jornal do Comércio Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A fraude provia amante, shows, proventos extras e uma “poupança” de milhões


Pessoas que tiveram acesso à transcrição dos telefonemas grampeados e e-mails interceptados que constituem parte da prova documental da ação penal que trata da fraude contra o Banrisul estão impressionados com a diversificação da atuação dos agentes: os valores iam dos miúdos... aos graúdos. Acompanhe em potins:

O esquema provia (modestamente) a amante de um dos operadores da fraude, a ela alcançando uma modesta mesada de R$ 300,00. Num momento da maior generosidade do tesoureiro, ela obteve o pagamento da anuidade de sua faculdade.
Quando o favorecido era “pessoa importante”, o esquema não economizava: o pagamento em dinheiro - depositado por uma terceira empresa - podia chegar a exatos R$ 42.600.

Uma funcionária pede “uma força” e teve atendido seu pleito de “proventos extras” de R$ 4.868,00 mensais com direito a 13º salário. Por isonomia, um assessor teve a mesma benesse financeira.

Os partícipes gostavam de ir aos melhores shows, indiretamente pagos pelo caixa da fraude. Do dinheiro que - via superfaturamento - ia parar nas mãos dos estelionatários, um pequeno percentual era destinado a comprar ingressos para ver Julio Iglesias, Ivete Sangalo, Ben Harper, Disney On Ice, Festa Johnny Walter (em Gramado) etc. Para um evento destinado ao público jovem (Planeta Atlântida), os operadores deixaram expressas instruções à secretária: “comprar um camarote vip”.

Alguns personagens eram conhecidos por codinomes: “o bobo”, “a bicha”, “o mister”, “a gorducha”. E “gordinho” era o epíteto que designava um “delegado metido a poderoso”, que mediante o pagamento de R$ 40 mil, poderia dar “uma pressão” numa testemunha que “estava incomodando”.

Uma das eminências pardas do esquema tinha informações privilegiadas sobre as cidades (de Santa Catarina) para onde o Banrisul se expandiria. Tratou, então, de comprar, por preços reduzidos, imóveis locais, que seriam destinados à locação ao banco, por locativos mensais elevados. À mesma época, o mesmo pensador do esquema comprou um apartamento em Punta del Este e um prédio na Av. Cairu, em Porto Alegre.

No cumprimento de dois dos mandados de busca e apreensão, foram encontrados numa residência R$ 65.000,00 + US$ 22.960,00 + € 50.000 + 5.640 libras. E no local de trabalho da mesma pessoa, mais R$ 2.571.520,00 + US$ 122.350,00 + € 20.800,00 + 4.500 libras - “valores sem qualquer comprovação de origem lícita” - segundo o Ministério Público. “É dinheiro que poupei!...” - disse um dos operadores da fraude, tentando se defender.

Durante a safra, dois operadores trocam e-mails. Um deles, festeja: “Nosso banco querido aprovou R$ 1 milhão de mídia pra veicular o balanço apenas nesta sexta feira. Quem tem Banrisul tem $$$$$$$.”

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