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13/08/2007 - cliacabrasilia.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Até gerente de banco tem conta invadida

Por: Luciene Cruz


Ser vítima de clonagem tantas vezes trouxe alguns cuidados ao empresário Voriques Oliveira. Antes de qualquer conta ser paga, ele faz uma espécie de ritual. "Desde a primeira vez que clonaram meu cartão eu fiquei neurótico com as faturas. Meus funcionários que pagam a conta me mandam por fax, confiro todos os valores e assino. Só depois disso, eles estão autorizados a pagar", disse.

Além do transtorno de ter os cartões clonados, Oliveira agora se preocupa em ser vítima de outros tipos de crime. "Me senti invadido. Pessoas criminosas tiveram acesso ao meu movimento de conta, a valores depositados e ao volume de movimentação. Ou seja, a todo o histórico do mês. São informações que deveriam ser sigilosas e, por isso, fiquei com medo de ser vítima de outro tipo de golpe. Eles poderiam me achar um alvo em potencial de seqüestro", reclamou.

Os golpistas não têm restrições quanto à vítima a ser fraudada. Um bom exemplo disso é o gerente de banco César (nome fictício), 26 anos, que também foi atingido pela clonagem há cinco meses. De férias do trabalho, o bancário passou em um caixa eletrônico para retirar uma quantia simbólica de R$ 30 para pagar o lanche. A operação foi realizada em um terminal em que nunca havia estado antes para retirar o dinheiro.

No dia seguinte, ao tentar sacar um valor maior, teve a surpresa. "Apareceu na tela do caixa eletrônico que o saque diário havia sido excedido. Levei um susto porque não tinha sacado um valor alto", contou. Ao tentar retirar o dinheiro pela segunda vez sem sucesso, César logo lembrou do caso já reclamado anteriormente por centenas de seus clientes. "Tirei o extrato para conferir a retirada e percebi que meu cartão tinha sido clonado. Apesar de ter conhecimento sobre esse tipo de crime, não imaginei que pudesse acontecer também comigo", avaliou.

Compra adiada

Os estelionatários conseguiram sacar R$ 3 mil da conta do gerente bancário. Foi um saque de R$ 1 mil e duas compras pagas no débito que somaram R$ 2 mil. César acredita que teve o cartão clonado no momento em que usou o terminal eletrônico. "Era fim de tarde, não tinha muito movimento. Acho que devem ter instalado algum equipamento para copiar minha senha", analisou. Na opinião dele, o rombo bancário só não foi maior porque o desfalque foi logo identificado. "Minha sorte foi que precisei de dinheiro, do contrário ele teria limpado minha conta", acrescentou.

A retirada de R$ 1.000 da conta do publicitário Marcelo Frota, 26 anos, adiou a compra de um aparelho de informática em mais de um mês. Esse foi o tempo que ele levou para ser ressarcido pela instituição bancária da qual era correntista. Há dois anos, ele aproveitou o dinheiro da restituição do antigo emprego para comprar o equipamento na Feira dos Importados. Decidiu pesquisar melhor os preços e optou por levar apenas uma "besteirinha".

Longa espera

Foi provavelmente na hora de efetuar esse pequeno pagamento, que o publicitário caiu no golpe. "Lá na feira não é toda banca que aceita cartão, então pegaram meu cartão e levaram para outro local que eu não vi onde era", relembrou. No dia seguinte quando voltou para comprar a mercadoria desejada, o cartão de débito não passou. "Eu sabia que eu tinha o valor na conta", enfatizou.

Do dia em que teve o cartão clonado até o ressarcimento do dinheiro foram mais de 30 dias. Espera que causou a Marcelo Frota uma série de transtornos. "Fiquei todo esse tempo sem dinheiro por um erro que não foi meu", reclamou. A quantia só foi resposta porque o banco identificou que o saque foi realizado em Curitiba (PR) por uma mulher. "Passei por um transtorno desnecessário. Essa investigação tinha que ser bem mais rápida para não prejudicar a vítima. Fiquei no prejuízo até eles provarem que não fui mesmo eu que fiz a retirada do dinheiro", ressaltou.

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