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04/05/2011 - Jornal de Angola Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsos fiscais neutralizados

Por: Bernardino Manje


O Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) apresentou, ontem, à imprensa, em Luanda, um grupo de três cidadãos nacionais que se faziam passar por fiscais deste órgão do Ministério do Interior para extorquir dinheiro a estrangeiros com a situação migratória legal ou irregular.
O grupo, apanhado em flagrante no dia 25 de Abril na zona do Lar do Patriota, era composto por José Manico Samba, 25 anos de idade, Agostinho Martins Manuel, 24, e Mauro Daniel do Amaral Borges, 32, este último o cabecilha. Além do Lar do Patriota, os mesmos actuavam, também, na zona do Benfica e Morro Bento, preferencialmente em áreas onde decorrem obras de construção de civil.
Manico, Agostinho e Mauro faziam-se passar por fiscais do SME e extorquiam dinheiro a estrangeiros que trabalham nas obras espalhadas nas áreas atrás referidas. Até mesmo os estrangeiros com situação migratória regularizada não eram poupados, segundo afirmações do chefe do Departamento de Fiscalização do SME, Domingos Francisco.
Para efectivarem a acção e para simularem às vítimas que eram fiscais do SME, os supostos meliantes vestiam uniforme (camisa branca) com timbre do SME, que entretanto já está fora de uso há cerca de dois anos. O actual uniforme do SME é composto por uma camisa azul e calça preta.
Segundo Domingos Francisco, foi fácil apanhar os supostos meliantes porque Mauro e companhia não se apresentavam com alguns elementos de que os efectivos da fiscalização se fazem acompanhar, concretamente um passe de serviço actualizado, uma guia de missão e uma viatura com o timbre do SME. Os meliantes utilizavam simplesmente uma motorizada.
Os jovens foram apanhados em flagrante quando extorquiam 400 dólares a um cidadão vietnamita que trabalha numa obra de construção civil, no Lar do Patriota.
Mauro Borges, ladrilhador de profissão, confessou a autoria do crime, afirmando que enveredou por tal prática por necessidades financeiras. Pai de dois filhos, Mauro admitiu ter extorquido dinheiro a estrangeiros, mas afirmou que aquela foi a primeira vez. Arrependido, disse estar conformado com uma eventual sanção criminal, pois reconhece o crime que cometeu.
José Manico, electricista de construção civil, era o encarregue de localizar as vítimas. "Eu localizei o estrangeiro em causa e liguei para o Mauro", lembrou, antes de, à semelhança de Mauro, negar que tenha sido useiro e vezeiro em tais práticas. "Nunca fizemos isso noutras ocasiões, tentámos pela primeira vez e fomos apanhados", alegou Manico, admitindo, contudo, que a acção praticada não deixa de ser crime.

Falsificadores de documentos

Ainda ontem, o Serviço do Migração e Estrangeiros apresentou dois cidadãos guineenses (de Conakry) supostamente envolvidos em falsificação de documentos e contrafacção de mercadoria.
Trata-se de Ibrahima Bah e Mamadou Diallo, detidos no último domingo quando embarcavam para o Dubai em trânsito para a China. Residente em Angola desde 2004, Ibrahima Bah foi detido por levar consigo dois passaportes e um cartão de residente falsos. Além de ser falso, o cartão de residente foi copiado (através de scaner) do documento passado em nome de Souleymane Bah, um cidadão, também ele guineense, nascido em 20 de Março de 1972 e residente no bairro Mártires de Kifangondo, em Luanda, desde 1994.
Nos documentos apreendidos pelo SME e passados em seu nome, Ibrahima Bah apresenta, também, datas de nascimento diferentes. O cartão de residente indica que nasceu em 20 de Março de 1972, a mesma data que vem num dos passaportes. O outro passaporte tem a data de 28 de Janeiro de 1985, enquanto a carta de condução angolana informatizada (vulgo da SADC) indicava 1 de Janeiro de 1985. Diallo tinha todos os documentos em dia, mas quando ia embarcar para Dubai foi encontrado com um formulário de pedido de residência.

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