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13/08/2007 - cliacabrasilia.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpes crescem 34% no DF

Por: Luciene Cruz


A cada três horas e meia, um cartão de crédito ou de débito foi clonado, nos primeiros meses deste ano, no Distrito Federal. Foram sete fraudes diárias em apenas 180 dias. Estima-se que 1.238 pessoas tenham sido vítimas do golpe, segundo dados da Polícia Civil. O índice é 34% maior que o do mesmo período do ano passado. As vantagens proporcionadas pelo dinheiro de plástico e a facilidade de pagar a compra em até 30 dias podem provocar inúmeras dores de cabeça, que só serão percebidas pelo usuário quando chegar a fatura de pagamento.

A comodidade de fazer compras sem dinheiro vivo seduz milhões de pessoas em todo o País. Até maio deste ano, o número de cartões de débito (incluindo cartões multifuncionais, como o de crédito, por exemplo) girava em torno de 193 milhões, no Brasil, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Um crescimento de 7,8%, na comparação com o mesmo período de 2005, quando 179 milhões de cartões circulavam no mercado.

Essa quantidade de dinheiro de plástico em circulação fez com que a clonagem de cartões se tornasse atrativa e alcançasse 20% do total de estelionatos praticados. O crime é caracterizado pela vantagem ilícita, em prejuízo alheio, que induz alguém a erro por meio de artifício fraudulento. Para o estelionatário, o golpe também traz a vantagem de obter dinheiro sem o uso da violência física ou grave ameaça à vítima.

Desde o início do ano, 15 quadrilhas foram desmontadas no DF envolvidas em clonagem de cartões de banco. Na opinião da delegada-chefe da Delegacia de Defraudação e Falsificação (DEF), Vera Lúcia Silva, o crescimento nessa modalidade de fraude foi influenciado pelo aumento do uso de cartão. "A transação com cartão aumentou muito. Poucas pessoas andam com dinheiro", observou.

Modalidades

O golpe é dividido em três modalidades principais. A primeira consiste em um cartão em branco com uma tarja magnética. Com a obtenção de dados pessoais do cliente, o estelionatário fabrica outro cartão e compra mercadorias, ou realiza saques altos. As informações são compradas pelas quadrilhas.

Outra categoria da fraude é a obtenção dos dados pessoais do cliente no momento em que ele utiliza o cartão de crédito para pagar a mercadoria. Em alguns estabelecimentos, o cartão é levado pelo funcionário até a máquina onde será realizada a operação. Como a maior parte dos clientes opta pela comodidade de ficar sentado, não acompanha o destino final do cartão de crédito. É nesse momento que o funcionário, geralmente um integrante da quadrilha que fica meses infiltrado no estabelecimento, consegue as informações necessárias.

Outra modalidade bastante praticada é a da instalação de equipamentos de filme fotográfico e de dispositivo de leitura do cartão (chupa-cabras) nos caixas eletrônicos. No momento que o cliente efetua alguma operação no terminal bancário, o dispositivo retém as informações do cartão e a câmera filma a senha digitada. Mas há casos em que olheiros ficam estrategicamente localizados para memorizar a senha. Em alguns deles, a operação não é finalizada e quando o cliente se dirige a outro terminal, todas as informações da conta já foram copiadas.

Registro de ocorrência

Em todas as modalidades a pessoa só toma conhecimento que sofreu a fraude quando a fatura chega com compras não realizadas ou quando confere o extrato bancário e percebe saques não efetuados. Ao notar qualquer movimentação bancária diferente ou compras não realizadas, o cliente deve registrar ocorrência na delegacia. Dessa forma, cada vítima tem uma investigação aberta que auxilia a desmontar as quadrilhas.

A fraude, na maior parte dos casos, é praticada por quadrilhas especializadas, compostas por poucos integrantes. O número pequeno é para o montante de dinheiro ficar maior no momento da divisão do lucro.

As vítimas de clonagem de cartões não possuem um perfil definido. "É um crime de oportunidade. Pode ser praticado contra qualquer pessoa em qualquer lugar. Quem tem cartão de crédito está sujeito a sofrer a fraude", afirmou a delegada-chefe da DEF.


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