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01/05/2011 - odiario.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Civil investiga uso de falsos registros do CRM

Por: Edmundo Pacheco


A Polícia Civil de Paranacity (70 km de Maringá) investiga a denúncia de que dois médicos usaram registros falsos do Conselho Regional de Medicina (CRM) para trabalhar na cidade. Um dos suspeitos está desaparecido.

O outro é o diretor clínico e técnico do Hospital Municipal Santiago Sagrado Begga, que está interditado desde novembro de 2009 e hoje funciona como posto de saúde, além de ser presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

Rogério Welbert Ribeiro, formado em Medicina pela Universidad Cristiana de Bolivia (Ucebol), de Santa Cruz de la Sierra, nega a acusação e diz que está sendo alvo de um complô político.

A investigação foi iniciada no final do ano passado, a pedido da Câmara, a partir de denúncias de que dois médicos que atuavam no hospital municipal usavam documentos falsos. O vereador Mário Guzman de Souza (PMN) disse que a denúncia foi comprovada.

"E, como se não bastasse exercer a profissão irregularmente, Rogério Welbert Ribeiro ainda contratou por intermédio de sua empresa outro médico irregular, Guilherme Werle Ribeiro, que atendia também utilizando o CRM de outro médico."

Outro vereador, que é superintendente da Polícia Civil, Álvaro Lepri Ribeiro (PMDB), ficou encarregado das investigações. "O dr. Rogério foi indiciado e está respondendo por falsidade ideológica", disse. Segundo o policial, depois de aberto o inquérito, o médico saiu da cidade e retornou em janeiro, com um registro correto.

"Agora ele tem o CRM, mas continua respondendo por falsidade ideológica por ter atuado com registro de outra pessoa."

Ribeiro explicou que o diretor do hospital também responde pela contratação do outro médico que está foragido. A partir da carteira de motorista, a polícia descobriu que o homem que se apresentou como Guilherme Werle Ribeiro era na verdade Guilherme Rodrigues Giovanetti.

"Quando descobrimos que ele usava documentos falsos ele fugiu da cidade", conta o policial. No momento há um mandato de prisão preventiva contra ele por exercício ilegal da profissão e uso de documentos falsos.
Rogério Welbert se defende dizendo que tem registro profissional regular e que não cometeu nenhum crime.

"Sou formado na Bolívia, mas meu diploma foi revalidado pela Universidade Federal do Mato Grosso. O que fiz de errado foi contratar um médico que não tinha o registro, mas vi os documentos dele e na hora não vi irregularidade. Aliás, me pareceu ser um bom médico. Tinha 100% de aprovação da comunidade."

Rogério Welbert diz que vem sendo vítima de um complô político movido pela Câmara e motivado pelo descontentamento de outros médicos e funcionários. "Quando assumi aqui tinha médico que ganhava por 40 horas e trabalhava duas. Fiz uma escala e coloquei todo mundo na linha e isso motivou essas denúncias."

O secretário de Saúde de Paranacity, Mario Salvadego, disse que para a prefeitura não há problema algum. "O dr. Rogério tem o registro regular e é um bom médico. Se atuou na cidade, noutra época, com outro registro, não sei. Quanto ao outro, era um plantonista que foi contratado pelo dr. Rogério e está desaparecido. Agora é com a polícia."

Diferença

R$ 30 mil por ano é o custo médio de um curso Medicina no Brasil
R$ 4 mil é o gasto médio para estudar Medicina na Bolívia

Saiba mais

Esse é o segundo caso de polícia envolvendo médicos em Paranacity. Em 2006, a polícia indiciou Marco Fábio Selicani Pedro, suspeito de furtar frascos de um similar de dolantina (analgésico de uso controlado) e trocar rótulos dos medicamentos no hospital municipal. Pedro teria sofrido uma overdose na noite em que trabalhava no hospital pelo uso da droga (cloridrato petidina) que desapareceu da farmácia do local. Ele precisou de socorro médico.

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Comentários


Autor e data do comentário: josé luís - 07/05/2011 21:56

Está na hora de os CRMs e CFMs apefeiçoarem o controle. Deve haver no site do conselho, a exemplo da OAB, não só o número de inscrição bem como foto do médico. Ademais deve-se pensar em um sistema simples de cadastro de forma que cada contratação de médico deva ser obrigatoriamente registrada no sistema CFM e cruzado os dados para ver duplicidade de locais de trabalho que possam levantar suspeita. É fácil criar um software para "soar" o alarme caso alguma suspeita (definida por certos parâmetros) seja levantada.



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