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28/04/2011 - Diário de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cuidado, seu cartão pode estar sendo clonado

Por: Cristina Christiano

A Polícia Federal prendeu uma quadrilha que há pelo menos 2 anos usava dados de correntistas de diversos bancos para fazer saques ou compras.

Há pelo menos 2 anos, uma quadrilha especializada em clonagem de cartões de crédito e débito vinha aplicando golpes em correntistas de diversos bancos, causando prejuízos estimados em mais de R$ 15 milhões. A maioria das cerca de 10 mil vítimas é paulista. A Polícia Federal investigava as atividades do grupo há 5 meses e nesta quinta conseguiu prender 11 pessoas, entre elas um membro do alto escalão e um receptador.

As informações dos cartões eram captadas pelo sistema Wi -Fi, que opera em faixas de frequência que não necessitam de licença para operação. Para ter acesso à internet por essa rede o operador precisa apenas de um notebook e ficar em um raio de até 100 metros do local onde o equipamento está instalado.

Segundo o delegado Osvaldo Scalezi Júnior, da Delegacia Fazendária da Polícia Federal em São Paulo (PF), a quadrilha funcionava como uma verdadeira empresa "fantasma", na qual cada um tinha função específica e "salário" de acordo com o nível de risco que corria. A sede do grupo ficava na região de Heliópolis, na Zona Sul.

INFECTADA /Os golpistas compravam máquinas já adulteradas para transações com cartões - na gíria da quadrilha, o equipamento preparado para a fraude é chamado de infectado. Elas eram entregues a um dos braços do grupo, geralmente ex-funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços a operadoras de cartão, para a instalação no comércio.

O suposto instalador se apresentava nos estabelecimentos como funcionário da prestadora e, a pretexto de fazer manutenção de rotina no equipamento ou trocá-lo em razão de algum defeito, substituía o original pelo infectado. Na sequência, outro braço da quadrilha se encarregava de captar os dados de clientes e repassá-los a outros integrantes, encarregados da confecção dos cartões clonados. Durante as investigações, os agentes da PF localizaram pessoas que haviam sido lesadas há 5 anos.

Como se prevenir
Fique de olho na máquina da operação

O dono de cartão tem alguns recursos para perceber se corre risco de ser lesado numa compra. Antes de entregar o cartão, procure ver se a máquina é original. Caso tenha dano ou rasura na carcaça ou não esteja bem fechada, fique atento porque seu cartão poderá ser clonado.

Confira os dados de sua conta sempre
Acredite que você também pode ser vítima de fraude. Confira com frequência todas as operações realizadas em sua conta de débito ou crédito. Caso haja movimentação suspeita, procure o banco e exija ressarcimento.

Manutenção só se tiver certeza
O lojista deve exigir crachá de identificação - checar em seguida - toda vez que alguém procurar o estabelecimento a pretexto de fazer troca ou manutenção da máquina usada para operação com cartões de crédito e débito.

2
mil reais era quanto recebia o instalador

10
mil reais é o preço da máquina adulterada

Projeto Tentáculo foi o ponto de partida
A operação desta quinta faz parte do Projeto Tentáculo - acordo entre a Caixa e a PF para repasse de informações on-line sobre fraudes. Em 2010, 18 pessoas haviam sido presas.

Operação começou com denúncia de comerciante
A investigação da PF partiu da informação de um comerciante. Desconfiado do instalador, ele foi checar com a operadora e constatou a farsa. O homem fugiu, mas perdeu o crachá.

Presos podem pegar até 8 anos de cadeia
Os envolvidos no esquema estão com prisão temporária decretada. Eles vão responder por furto mediante fraude e formação de quadrilha. A pena varia de 2 a 8 anos.

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