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19/04/2011 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dono de construtora é preso por falsidade ideológica em SP

Por: Julianna Granjeia


Um homem de 49 anos, proprietário de uma construtora na avenida Afonso Bovero, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira por falsidade ideológica, falsa identidade e uso de documento falso em sua empresa.

De acordo com a delegada da 1ª DPPC (Delegacia do Consumidor do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), Maria Helena Tomita, Nelson Bruce Gois usava um nome falso para ser sócio dele mesmo na Millenium Construções. Além disso, ele usava um terceiro nome falso para manter um site de prostituição.

"Nós recebemos uma denúncia de que a construtora estava usando material de baixa qualidade nas obras. Durante a investigação, descobrimos que os dois sócios da empresa, Nelson e Damiam Willemberg di Venaro, eram a mesma pessoa. O perito papiloscopista informou que a impressão digital do dois era a mesma. Ele também usava o nome de Eduardo Anacleto de Souza Veiga que era sócio de Damiam em um site de prostituição", afirmou a delegada.

Segundo a delegada, Gois confessou o uso de documento falso. "Ele confessou que obteve através de um despachante, no Mato Grosso, uma certidão de nascimento no nome de Damiam e com isso ele teve cédula de identidade, habilitação e outros documentos. No aspecto da constituição da sociedade da construtora Millenium, ele é extramente evasivo, não quis informar o motivo de ter constituído sociedade com nome falso", afirmou Tomita.

O site da construtora informa que a empresa participa de licitações de órgãos públicos e bancos.

A polícia investiga se o empresário usaria a empresa para aplicar golpes no mercado imobiliário. "A hipótese é que ele tenha criado o sócio para constituir a construtora porque ele pouparia o dinheiro de um laranja porque não precisaria buscar uma terceira pessoa para constar no contrato. Ele anunciaria um empreendimento imobiliário, arrecadaria dinheiro e, depois de aplicar o golpe, que a empresa falisse, provavelmente, se mudaria para outro Estado", disse a delegada.

O nome Damiam Willemberg di Venaro aparece no banco de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como candidato a vereador do PV não eleito, com 517 votos.

"Vamos tentar identificar todas as ramificações desse criminoso porque o Nelson nasceu em Nilópolis, no Rio de Janeiro, o Damiam é de Cuiabá e o Anacleto é de Campinas. Inclusive, ele tem filhos registrados no nome de Damiam. Tecnicamente a criança não tem pai. Ele também tem uma carteira da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] em nome de Damiam", afirmou Tomita.

A reportagem não conseguiu localizar o advogado do empresário.

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