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09/08/2007 - Maracaju News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha desviou 110 celulares do Governo

Por: Eduardo Miranda e Denilson Pinto


Os 110 telefones celulares que vinham sendo usados há mais de um ano por pelo menos 23 pessoas em Campo Grande e em Ponta Porã foram desviados da Secretaria Estadual de Administração (Sad), conforme apurou a Polícia Civil. No final da tarde de anteontem, mais três pessoas – entre elas o servidor público da Sad Artur Vítor Freitas Lima – foram presas na Operação Oba-Oba. Elas vão se juntar às outras 21 pessoas, detidas naquele mesmo dia.

Conforme a Polícia Civil apurou até agora, foi Artur quem entregou os 110 telefones celulares da administração estadual para uma loja de telefonia da Capital, a Megacell. Estes telefones teriam sido entregues a Nestor Lauro Souza, que por sua vez, os repassou a outras pessoas envolvidas no esquema. Todas elas, de acordo com os investigadores, usavam os telefones do Governo sem pagar conta alguma.

Somente nos últimos seis meses, estes 140 telefones que estavam em poder de 23 das 24 pessoas detidas na Operação Oba-Oba deram um prejuízo de R$ 500 mil aos cofres públicos. Além de entregar os telefones a seus clientes e colegas, Nestor usava os telefones da operadora Vivo – cujas contas eram pagas pelo Governo – para gerar créditos em telefones pré-pagos revertidos das ligações recebidas em telefones privados da operadora Brasil Telecom GSM, plano que é mais conhecido como "Pula-Pula".

Somente um dos telefones do Governo do Estado, segundo a Polícia Civil, gerou em um mês mais de R$ 8 mil em créditos de telefone pré-pago. Os policiais civis informaram que as operadoras de telefonia móvel já se colocaram à disposição para colaborar no inquérito, que é conduzido por policiais da Delegacia Especializada de Defraudações e Crimes Fazendários (Dedfaz).

Além de Artur e Nestor, também estão presos Ronaldo Hokama, Diego Costa Morilhas, Thiago dos Santos Barreto, Diego Fernandes Silva, Carluys Silva de Souza, Ronaldo Pereira Souza, Valdemir Lopes dos Santos, Orivaldo da Costa Benites, Josiel Bezerra Lima, Rosenir Vianna Taveira, Roseli Vianna Taveira, Adneide Rodrigues Rosa, Elaine Neves dos Santos, Ronaldo da Rosa Miranda, Alcione Franco de Assunção, José Carlos de Melo, Lúcio Flávio Ribeiro Silva, Éder Monteiro Salgado, Diogo Soares dos Santos, Anderson Vital da Costa, Geovani Fábio Roa Américo e Onézio José Soares Júnior.

Foi no computador de Onézio que os investigadores encontraram uma planilha com o controle de alguns dos telefones celulares desviados da Secretaria Estadual de Administração. De acordo com a Polícia Civil, com exceção do servidor público, do funcionário da Megacell e do dono do microcomputador, todos os outros envolvidos receberam os telefones de amigos, colegas de trabalho e pessoas ligadas a Nestor, para que usassem "à vontade", sem se preocupar com a conta telefônica.

Artur Vítor Freitas foi indiciado pelo crime de peculato, por ter se aproveitado da função de servidor público para praticar um crime ou uma fraude. O restante dos detidos na Operação Oba-Oba acabaram indiciados por estelionato. Todos os envolvidos, segundo a polícia, também seriam indiciados pelo crime de formação de quadrilha.

As prisões temporárias são válidas por cinco dias e prorrogáveis por mais cinco. Ontem de manhã, alguns dos detidos entraram com pedido de revogação da prisão na Justiça.

Ex-secretário

O ex-secretário de Gestão Pública (hoje transformada em Secretaria de Administração), Ronaldo Franco, explicou que provalmente o funcionário acusado do golpe se aproveitou do fato de no ano passado o Governo ter trocado os aparelhos celulares com uma tecnologia mais moderna (TDMA), oferecida pela Vivo.

"Os aparelhos foram guardados no almoxarifado. Ele deve ter verificado que, apesar dos aparelhos terem sido encostados, as linhas continuavam ativadas e então resolveu se aproveitar da situação", explicou.

Ele lembrou que no ano passado o Governo gastava cerca de R$ 1 milhão por mês com contas telefônicas em todo o Estado, sendo que somente no Parque dos Poderes o gasto chegava a R$ 200 mil mensais.

Ronaldo Franco disse que os gastos da administração anterior sempre foram muito bem controlados, devido a um sistema que foi implantado, utilizando serviços de uma empresa terceirizada. "Acredito inclusive que o golpe tenha sido descoberto justamente por causa deste programa que foi implantado. Não existe como uma pessoa gastar recursos do Estado, através deste controle que é feito", garantiu.

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