Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

08/08/2007 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Junta Comercial de MG emite documentos à prova de fraude

Por: Sandra Kiefer


A partir de segunda-feira, as mais de 8 mil certidões simplificadas, emitidas por mês pela Junta Comercial de Minas Gerais, passam a ser impressas no papel da Casa da Moeda, com o mesmo processo usado nas cédulas de real. Imagem em alto relevo, tinta sensível à luz ultravioleta e marca d’água, além de outros itens de segurança não revelados, vão dificultar qualquer tentativa de modificar o teor ou de falsificar cópias dos documentos cadastrados na Junta.

Além do papel especial, as cópias de processos vão levar um selo de segurança, também da Casa da Moeda. “Nenhum scanner ou copiadora consegue reproduzir a imagem em alto relevo existente no papel. Também é impossível desmanchar ou tentar adulterar as informações, pois a tinta especial forma um borrão no fundo, inutilizando o documento”, explica Nelson Neto Carneiro, chefe do Departamento de Desenvolvimento da Casa da Moeda. Segundo ele, a Junta de Minas está entre as primeiras a adotar o dispositivo de segurança, além de Rio de Janeiro e Paraná.

Até agora, a papelada que contém a vida atualizada das empresas mineiras era expedida em papel comum, do tipo ofício, o mesmo acontecendo com as etiquetas usadas para autenticação das cópias de processos arquivados. Com o caminho aberto para a fraude, a Junta recebia uma média mensal de duas denúncias de adulteração de documentos, encaminhadas pelo Judiciário para verificação. “Mas dava para perceber as alterações conferindo o número de série dos documentos, a reutilização das etiquetas e a modificação grosseira nas datas”, compara Lígia Xenes, diretora de Registro do Comércio.

Entre as fraudes mais comuns verificadas nas empresas, está a tentativa de “desfazer” a alteração do contrato social, modificando a data do documento ou fazendo com que os sócios que já deixaram a empresa continuem constando como participantes da sociedade. “Qualquer documento que aparecer com o papel antigo e trouxer data posterior a dia 13 de agosto já será considerado falso”, alerta Ayres Mascarenhas, novo presidente da Junta, que tomou posse do cargo no mês passado.

O custo extra com o investimento em segurança – R$ 580 o milheiro de papel da Casa da Moeda e R$ 91,60 o milheiro de selos – já foi incorporado ao orçamento da Junta. Segundo Mascarenhas, não há previsão de alteração nos valores de emissão de documentos, que permanecem em R$ 8,50 a certidão simplificada, entre R$ 8 e R$ 34 a certidão de inteiro teor e R$ 28 a certidão específica.

Além de buscar a segurança com os documentos em papel, a Junta se prepara para adotar a certificação digital dos documentos. Mascarenhas garante que, em novembro, a autarquia já estará autenticando digitalmente os livros fiscais de empresas.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 354 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal